<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190</id><updated>2011-04-21T18:07:05.404-03:00</updated><title type='text'>Sinaesthesya</title><subtitle type='html'>sinestesia . [De sin-1 + -estes(i)- + -ia1.] S. f. 1. Psicol. Relação subjetiva que se estabelece espontaneamente entre uma percepção e outra que pertença ao domínio de um sentido diferente. "Avista-se o grito das araras." João Guimarães Rosa, Ave, Palavra, p. 91); "Tem cheiro a luz, a manhã nasce... / Oh sonora audição colorida do aroma!" Alphonsus de Guimaraens, Obra Completa, p. 100). 2. Sensação, em uma parte do corpo, produzida pelo estímulo em outra parte. [Cf. cenestesia e cinestesia.]</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>262</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-91271884</id><published>2003-03-24T07:28:00.000-03:00</published><updated>2003-03-24T07:28:33.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;finalmente, mudança &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminei de fazer as modificações básicas no novo endereço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo sinestesia mora &lt;a href="http://sinestesia.vze.com"&gt;AQUI&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta página deve ficar no ar até Junho de 2003, quando eu a cancelarei definitivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-91271884?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/91271884'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/91271884'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#91271884' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-90983790</id><published>2003-03-19T07:42:00.000-03:00</published><updated>2003-03-19T07:42:01.436-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;em obras&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao atencioso povo que vem aqui ler estas mal rabiscadas linhas, aviso que não estou postando por estar sem inspiração, e sim porque estou me mudando do blogger. Em breve vou estar todo biduzão, hospedado no movable type, e então poderei voltar às minhas bobagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-90983790?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/90983790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/90983790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90983790' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-90731651</id><published>2003-03-14T18:44:00.000-03:00</published><updated>2003-03-14T18:44:22.310-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;mortes antecipadas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autores de roteiros cinematográficos e escritores podem ser bastante cruéis. Eles podem nos avisar previamente que algum personagem morrerá. E eles o fazem sem maiores escrúpulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Spider murmura que aquela será a última vez em que verá sua mãe viva. Independentemente da veracidade da percepção de Spider, nós conviveremos com um espectro enquanto ela caminhar pela tela, atenção movida pela mórbida antecipação do golpe fatal, iminente. A mãe de Spider conversará, chorará, mas seus olhos já são os de uma mulher morta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milan Kundera mata os protagonistas de A Insustentável Leveza do Ser cedo. Bastam dois capítulos, e ei-los mortos, de forma estúpida e plenamente plausível. Seria diferente se ignorássemos tratarem-se de dois espectros? Estaríamos mais tensos quando ela vai para o campo de suicídio por fuzilamento? Temeríamos o desenlace dos desencontros amorosos dos personagens?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio Milan Kundera nos dá a pista, neste mesmo romance. Não podemos trilhar aquele caminho paralelo, ele vai ficar como uma possibilidade morta. Assassinamos aquele caminho quando o deixamos de lado, ao darmos prioridade a este que seguimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença é que Kundera nos coloca a andar por este caminho, obrigados. Tereza e Tomas sempre terão vida curta para nós, enredados no caminho de seu criador. A mãe de Spider será um espectro duvidoso, habitando as facetas de Miranda Richardson.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-90731651?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/90731651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/90731651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90731651' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-90730827</id><published>2003-03-14T18:26:00.000-03:00</published><updated>2003-03-14T18:49:31.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;David Cronenberg: &lt;a href="http://www.spiderthemovie.com/"&gt;Spider&lt;/a&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok. A história não tem nada de novo, e torna-se óbvia antes mesmo da metade do filme. O desenrolar do enredo é linear, e as excentricidades de Cronenberg não estão presentes. Esqueça o subtítulo em português, mais uma das constantes armadilhas a que são expostos os filmes estrangeiros nesta terra de adaptadores tão criativos. Levando isso em conta, aprecie o filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fotografia é precisa e concisa; não esconde os detalhes, e nem os deixa muito óbvios. Os planos se desenvolvem em um estilo gótico cinzento. A cena em que Spider está diletante diante de uma casa cinzenta, com janelas de vidro refletindo um azul metálico é de uma beleza ímpar, por exemplo. E não devo deixar de ressaltar a música de Howard Shore, apropriada e convenientemente gótica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A interpretação de Fiennes e Richardson está soberba. Fiennes criou um esquizofrênico elegante e perdido, enquanto a multiplicidade de Miranda Richardson nos mesmeriza, nos envolvendo no absurdo da percepção de Spider. Gabriel Byrne está muito bem, mas faz o que se espera de um ator do calibre dele. Sou suspeito para falar de Ralph Fiennes, cuja figura é uma referência de elegância fronteiriça que eu busco, sem muito sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A direção de Cronenberg é dosada e econômica. Os pontos altos são abafados, mas nunca esquecemos de que esse é um ponto de vista estrangeiro sobre um filme inglês, lento e contido. Sobram assim as sugestões colocadas de forma organizada, embasadas nas aparições do observador Spider, que se introjeta em seu passado, e elas fornecem um impacto grotesco nesta atmosfera carregada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas intervenções hilárias, de campos verdes, quebram a claustrofobia de Londres. A única cena no manicômio remete aos quebra-cabeças, tão óbvios para Spider, em contraponto à obscuridade de sua própria memória e interpretação de fatos. Saindo do desagrado direto dos cortes, possíveis ou ocorridos, e do sangue, resta o diretor comentando sobre o perigo de um fragmento específico da janela, para então chegar ao ápice da forma britânica, encaixando o último fragmento faltante no quebra-cabeça da janela, laconicamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem pontos curiosos. A história poderia passar-se em outra época, pelos figurinos e pelas locações. Sabe-se de contemporaneidade apenas pela chegada do trem, onde desembarcam pessoas com roupas atuais. Spider, com suas quatro camisas, poderia muito bem viver na década de 40.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena do enterro da mãe de Spider lembra o clipe de Street Spirit. O pai de Spider cava, um Spider vigilante o observa junto com a prostituta loira, que fuma, alheia, embriagada, diante de um barraco, que remete ao trailer do clipe do Radiohead.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Spider pede para ser visto de novo, para que o espectador seja tão metódico quanto seu diretor; é uma vitória do estilo, diante de uma história menor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-90730827?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/90730827'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/90730827'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90730827' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-90579501</id><published>2003-03-12T07:40:00.000-03:00</published><updated>2003-03-12T07:40:23.826-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;repetibilidade&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acusaria eu o fastio dos dias atuais, caso outros, no passado, não houvessem acusado o fastio de seus próprios dias. Assim, vou apenas demarcar o assunto com palavras, para deixá-lo aqui, deixar de carregá-lo comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se da repetibilidade, ou vida em círculos. Esta sensação pavorosa me acomete sempre que me vejo diante de um telejornal, qualquer telejornal. Nem mesmo a pretensa diferenciação entre os telejornais de cada canal livra-me desta sensação. As notícias, pretensas novidades, são repetidas. Existem exemplos claros: as chuvas, seguidas de desabamentos, no Rio. As mortes nas estradas nos feriadões. Os gols da semana no campeonato de futebol. E existem padrões menos claros, que se repetem em escala global, e são mais abstratos: corrupção em primeiros escalões, fanfarronadas diplomáticas, a morte banalizada dos grandes acidentes, os costumes estranhos de tribos orientais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcel Proust dizia que os jornais só deveriam ser publicados quando houvessem notícias importantes a serem dadas. Sorte dele ter morrido antes desta avalanche diária de pequenas tragédias e falsas vitórias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neil Gaiman escreve  uma história sobre um homem que não deseja morrer. O homem expressa tal desejo ainda na Idade Média, e uma brincadeira da Morte permite que ele viva até os nossos dias, encontrando-se a cada século com Morpheus, e contando suas experiências. No subtexto da primeira e da penúltima página, saltam falas pouco conexas do burburinho no bar: fragmentos de conversas, opiniões sobre a situação, anedotas sobre um padre e coelhos. Todas iguais. Gaiman sintetiza assim sua visão da vida em círculos. Ele também boceja diante das novidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-90579501?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/90579501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/90579501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90579501' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-90579157</id><published>2003-03-12T07:25:00.000-03:00</published><updated>2003-03-12T07:25:47.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;uma impressão &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gosto de coisas tristes. Não apenas de discos onde a Betty Gibbons canta ou filmes onde pessoas importantes morrem; eu sou atraído por pessoas tristes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, eu não conseguia tirar os olhos de uma menina no ônibus. Ela era gordinha, e devia ter uns dezoito anos, ou qualquer coisa em uma faixa de dezesseis a vinte e dois, e isso não deve fazer muita diferença, pois ela estava com uma cara triste de doer. Eu duvidei por um instante; poderia ser apenas um momento. Continuei verificando enquanto conversava com meu colega de banco, e ela estava realmente triste. Até uma toupeira consegue inferir que uma menina está triste quando chora em um ônibus coletivo de fim de tarde, e a tal menina botava os bofes para fora em um choro contido, sem soluços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As razões da tristeza não me interessam, geralmente, pois eu a vejo do ponto de vista estético. Até porque as pessoas ficam tristes por razões muito bobas, e coisas bobas podem estragar a atmosfera elegante que uma bela tristeza proporciona. A menina do exemplo, possivelmente, estava com notas baixas, ou viu seu pretendente, aquele que era namorado dela mas não sabia, agarrado com alguma sirigaita. Mas a tristeza dela, desconectada da causa imediata, era bela e grandiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Explicações não encontrei para esse mórbido fascínio, e confesso que as procurei em mais de uma teoria. A mais plausível é a de que não acho a euforia uma sensação saudável. Este diagnóstico parte do princípio que faço muitas bobagens quando estou sereno, e quando estou eufórico, essas bobagens podem assumir contornos catastróficos. Pessoas tristes não costumam, na nossa cultura, ser eufóricas. Elas ficam quietinhas, fazendo ares distantes no olhar, construindo, dentro de suas cabeças, castelos que insistem em desabar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assunto inconclusivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-90579157?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/90579157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/90579157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90579157' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-90324221</id><published>2003-03-07T19:08:00.000-03:00</published><updated>2003-03-07T19:08:49.263-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Marilene Felinto&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fui fã de Marilene Felinto. Seu estilo é muito "espetaculoso", típico do homem indignado diagnosticado por Camus. Suas diatribes tinham o poder de gerar revoltas de poltrona plenamente revogáveis pelo primeiro programa de tevê. Mas isso é apenas uma questão de enfoque, mais do que de posicionamento, e isso não nos coloca em campos antagônicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, sempre tive Marilene em alta consideração por levantar sua voz contra seus patrões na &lt;a href="http://www.uol.com.br/folha"&gt;Folha&lt;/a&gt;, muitas vezes criticando matérias e posições do próprio jornal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não poderia durar para sempre, ainda mais com o crescente aumento do conservadorismo no jornal. E Marilene Felinto teve de sair da Folha. Uma atitude válida, para nós que a consideramos tanto, é boicotar o jornal que a despejou. Eu, particularmente, não vejo muito ainda a ser lido na Folha, e o farei sem maiores dores. E você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marilene está escrevendo atualmente na &lt;a href="http://www.carosamigos.com.br"&gt;Caros Amigos&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-90324221?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/90324221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/90324221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90324221' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-90323727</id><published>2003-03-07T18:58:00.000-03:00</published><updated>2003-03-07T18:58:56.746-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;José Padilha: Ônibus 174&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto com Cidade de Deus, este filme faz a dupla soco-no-estômago de 2002, e isso é um lugar-comum, do qual, miseravelmente, não consegui fugir. Ao final da projeção, eu estava tão deprimido quanto em minha primeira projeção de Cidade de Deus, em um cinema chique de Porto Alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença básica foi que eu passei por alguns bairros pobres para chegar em casa, e vi um tanto daquele Brasil nas ruas. Em Porto Alegre, as ruas estavam cheias da classe média alta, e era possível fingir que se falava de algum outro país. Florianópolis, ao contrário do que pensam muitos deslumbrados, guarda suas chagas, que a Tolerância Zero da prefeita mais legalzona do país não consegue jogar em camburões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A opção de José Padilha é estilizar menos o seu filme, e isso é apropriado, por tratar-se de um documentário linear, que pinça fatos do passado em uma espécie de &lt;i&gt;hyperlink&lt;/i&gt; de cenas inseridas no andamento. A fotografia lembra-nos constantemente de que estamos no inferno, mas este inferno só toma seus contornos esteticamente góticos nas cenas da carceragem, onde seres humanos em negativo aparentam ser criaturas podres de luz, e também nas escuríssimas cenas de outra carceragem, vazia, onde vaga algo do espectro de Torquemada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma proposta de imparcialidade no filme, mas o foco é Sandro; as outras personagens surgem em pontos estratégicos, mas não são aprofundadas além de sua importância na tragédia em curso. Tanto que o filme poderia chamar-se "Sandro". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A duração extrapola um pouco a paciência do espectador, mas é plenamente válida ao reforçar aqueles acontecimentos. Duvido que alguém possa se esquecer facilmente da teatralidade absurda e obscena dentro do ônibus, ou da selvageria dos populares, que contagia os policiais em seu ímpeto de vingança pelo linchamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que venham mais filmes, que o Brasil continue mostrando sua cara. Não poderemos fingir eternamente que não vemos os rostos devastados dos excluídos da nossa sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-90323727?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/90323727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/90323727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90323727' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-90197642</id><published>2003-03-05T18:59:00.000-03:00</published><updated>2003-03-05T19:04:35.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Clarice Lispector: O Primeiro Beijo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li este pequeno volume de contos nas minhas andanças de um dia e pouco. A escritora trata com maestria as pequenas agruras do cotidiano, sem poupar os detalhes mais constrangedores da vida interior de seus personagens. Uma velha despossuída é jogada de mão em mão enquanto mantém-se silenciosa; outra velha observa com asco seus descendentes durante seu aniversário de oitenta e poucos anos. Um rapaz descreve seu platônico e surpreendente primeiro beijo no conto de mesmo título, e uma mulher divaga sobre sua condição ao entregar uma absurda esmola a um mendigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um certo desconforto acompanha cada narrativa, talvez porque nos identifiquemos mais do que imaginamos com aquelas criaturas perdidas que transitam no universo de Lispector. Independentemente da razão, ler tais contos é penetrar mais em nossos atos diários, aqueles tão banais, e que podem entrar para o futuro com mais pungência do que muitas de nossas pretensas grandes realizações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-90197642?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/90197642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/90197642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90197642' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-90143233</id><published>2003-03-04T21:29:00.000-03:00</published><updated>2003-03-04T21:29:09.046-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Romances Brasileiros&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje estava folheando o interessante "Dentes Guardados", de Daniel Galera, e pensei imediatamente no "Estratégia de Lilith". Lendo os dois primeiros contos, pequenas amostras de vida em três páginas, acabei por traçar um paralelo de meu desagrado com o livro de Alex Antunes até os contos de Galera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considero-me raso em literatura brasileira, então posso falar pouco. Mas não pude deixar de observar a maestria dos escritores brasileiros no conto e na crônica, em detrimento do romance. Ressalto que isso é uma visão limitada minha, passível de depredação por conhecedores medianos, mas considerei válido apontar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Divago, então, se "A Estratégia de Lilith" não alcançaria um formato mais apropriado montado qual uma coletânea de contos, entre os quais poderia haver algum entrelaçamento. Antunes escreve de forma concisa e agradável, que pede um formato mais leve e descompromissado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro de "Max e os Felinos", cujo caráter modular faz-se claro para mim; as etapas da Alemanha e do Brasil, esta última podendo ainda ser dividida entre campo e cidade, são distintas, e seu estilo diverge de modo selvagem do apresentado durante a travessia com o puma. Apesar disso, é um mini romance muito feliz em concepção e execução, descompromissado, mas livre da perda de foco que caracteriza o foco do romance do Antunes. Uma boa referência, amparada pela experiência maior de Moacyr Scliar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda sobre o romance, parece-me que o escritor brasileiro possui uma facilidade imensa de tratar de instantâneos, de haikais em conceito, em detrimento da maior concentração e maiores prazos que o trabalho estruturado de um romance exige.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independentemente da validade da literatura de cada país, é uma questão interessante para escavar. Encontrei algumas pistas no livro de Kundera, "A Arte do Romance", onde o tcheco trabalha a noção de romance como crucial na formação da alma européia. Além deste limite, vejo que foge ao meu parco entendimento. Mas que é intrigante pensar nisso, ah, isso é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-90143233?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/90143233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/90143233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90143233' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-90058881</id><published>2003-03-03T14:28:00.000-03:00</published><updated>2003-03-03T14:28:22.840-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Duas Vezes Paraíso&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexta passada, aportei na poltrona do CIC disposto a capturar momentos fugazes dispersos entre os fotogramas maravilhosos, e piscar um pouco, para recuperar algo do sono perdido dos últimos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Tykwer me carregou de novo, uma hora e meia de olhos atentos, cenas esquadrinhadas, até mais excitantes do que na primeira vez. Telhados italianos, vazados ao centro, vagavam pela tela, planos ampliados, cenas encadeadas em um roteiro, inicialmente inverossímil, logo feito orgânico pela percepção de que somos mais absurdos do que ele. O ritmo lento disfarça uma pulsação poderosa e sedutora, fogos lentos de artifício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chato de prestar atenção aos detalhes é ver que o microfone apareceu em, pelo menos, três cenas. Sinistro!!! O cara emocionado pacas, e aquele troço preto balançando em cima da cabeça dele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-90058881?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/90058881'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/90058881'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90058881' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-90031382</id><published>2003-03-03T01:20:00.000-03:00</published><updated>2003-03-03T01:20:10.200-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Martin Scorcese: Gangues de Nova Iorque&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme é poderoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia gastar algumas dezenas de adjetivos inúteis, e perdê-los na vã tentativa de descrever as sensações que atravessaram meu corpo durante a apresentação desta película. Preferi não tentar, mas posso adiantar que foi arrepiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de um épico, com toda a grandiosidade que um épico pede. As cenas de ação são magníficas, as caracterizações sofrem um pouco do ranço do cinemão ianque, mas impressionam. O roteiro é esperto demais, ainda mais em tempos de violência e intolerância das gangues modernas e governos modernos. As canções irlandesas que permeiam os acontecimentos me deixaram apaixonado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liam Neeson continua com a presença de um exército. Sua postura é magnífica, e sua voz é comando. Daniel-Day Lewis impressiona em sua interpretação sóbria e inesperada, distante daquele papel típico dele. Leonardo Di Caprio não atrapalha muito, apesar de ser tão &lt;i&gt;irish&lt;/i&gt; quanto uma torta de banana. Cameron Diaz está regular, fornecendo a liga final para a relação tempestuoso do Açougueiro e seu Nêmesis declarado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final arrebatador mostra aos protagonistas o quanto sua briga era pequena, joguetes que eram de forças muito superiores, e completamente estúpidas. A tela explode, literalmente, e U2 é tudo que os créditos poderiam pedir. Bono desfia sua voz gloriosa em mais um épico do quarteto inglês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os bancos, pipocas. E um ser desprovido de noção, que resolveu contar a história da vida dele, com extras de DVD, pelo celular. Interpelei o cidadão com a sutileza de uma iguana desgovernada, ao que ele me respondeu com uma carinha feia, daquelas quem está com fome. Mas desligou aquela porcaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-90031382?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/90031382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/90031382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90031382' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-89926337</id><published>2003-02-28T19:59:00.000-03:00</published><updated>2003-03-04T21:50:17.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Alex Antunes: A Estratégia de Lilith&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabo de perder meu &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; enaltecedor das qualidades inequívocas de Daniela Cicarelli, então preciso arranjar alguém para malhar. Sobrou para o Alex Antunes, lenda do &lt;i&gt;pop&lt;/i&gt; brasileiro desde seus primórdios, colaborador da finada General e de outras publicações menos cotadas, ele invocou de escrever um livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Munido de sua faceta bukowskiana, Alex preenche duas centenas de páginas com um relato romanceado de algumas fases de sua vida. Em suma, o velho truque do romance autobiográfico, acrescido de toques ficcionais, tão caro aos expoentes da tal literatura &lt;i&gt;pop&lt;/i&gt;. Aliás, o tal "alguns toques ficcionais" está para a literatura &lt;i&gt;pop&lt;/i&gt; como o consagrado "alguns efeitos eletrônicos" está para a música moderninha; uma maquiagem imperfeita a enfeitar banalidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou incorrer no erro de dizer que isso só ocorre na literatura &lt;i&gt;pop&lt;/i&gt;; seria estupidez. Autores clássicos já caminharam por essa estrada, e sempre haverá alguém sentado no balcão do bar disposto a mensurar o quanto um dado autor coloca de si em sua obra. O buraco aqui é mais embaixo. Antunes não perdeu muito tempo disfarçando seus "causos"; ele nem mesmo criou uma persona alternativa; ele faz questão de entregar uma espécie de "blogão", recheado de acontecimentos esotéricos oportunistas, que parecem estar ali apenas para abrir espaço para uma odisséia cafajeste pelos picos ripongos. O que deveria ser a base do enredo, serve apenas como uma cola para ajambrar os diversos episódios autobiográficos, pretensamente justificando a classificação como romance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Alex finalmente entra em sua obra, ele o faz desastradamente, derrubando algumas louças, destruindo a surpresa que algum leitor ingênuo ainda poderia ter. Sua conversa com a pequena mulher interior é canhestra, e desabona a co-autoria do livro, além de decepcionar quem ainda esperava que Alex fosse tecer algum comentário válido sobre o mundo feminino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu ia falar mal da capa também, mas fiquei indeciso entre o que detestei mais: a frente, com uma gravura de relevância e gosto duvidosos, ou a traseira, onde Alex, que não é exatamente o ápice da fotogenia humana, surge em uma pose inexplicável. Então, não vou falar mal da capa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, posso falar bem do livro. Foi legal caminhar pelas ruas de São Paulo novamente, mas duvido que ele pudesse descrever tão bem algum outro lugar que ele não tenha palmilhado tanto. Eu tive apetite impetuoso em ler o livro, e isso seria um mérito, se eu não lembrasse de como gosto de ir ao Bob's, e de como me arrependo depois de devorar avidamente aqueles sanduíches insossos, que me deixam com sede por horas. "A Estratégia de Lilith" é entretenimento para muitas horas, e só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-89926337?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/89926337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/89926337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#89926337' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-89635112</id><published>2003-02-24T07:47:00.000-03:00</published><updated>2003-02-24T07:47:04.670-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Paraíso&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tinha lido algumas notas desabonadoras sobre a nova película de Tom Tykwer. Na Folha, eu acho. Eu não assisti "Corra, Lola, Corra", seu filme mais conhecido, mas me impressionei com "Inverno Quente", que transborda Kundera em cada tomada. Acabei me decepcionando e me impressionando com a filmagem do último roteiro de Kyeslowski.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, não podemos esquecer o estilo totalmente &lt;i&gt;clean&lt;/i&gt; de Tykwer. Os planos são calculados com cuidado, e os elementos são dosados com exatidão. Este efeito é notável nas cenas em que aparecem em maior número as fardas dos &lt;i&gt;carabinieri&lt;/i&gt;, cheias de detalhes carnavalescos, mas que parecem tão discretas quando Tykwer as inclui em suas seqüências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma outra leitura, a desolação. As cenas são despidas de vida, como se fossem observadas por um observador inacreditavelmente racional. Um exemplo é a cena onde Phillipa descobre seu equívoco no atentado. Cate Blanchett contorce seu rosto em uma interpretação magistral, mas a tela é limpa, seu sofrimento é distante; em última instância, desolado. Desolado como as ruas, os prédios antigos, as vistas aéreas melancólicas, as cenas embaladas por um piano esparso e metódico, até um casamento italiano parece distante com seus inevitáveis falastrões. E o ápice desta desolação é o amor que une Phillippa e Fillippo, iniciando-se na sala de interrogatório e seguindo até o biônico encontro sob a árvore na colina, e explodindo em um final na fronteira entre o simbólico sublime e a invencionice hilária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não descubro se havia amor. Phillippa parece decidir, e não declarar quando está na igreja com Fillippo, diante do pai deste. Mas a ascenção deixa tudo por decidir, tira o julgamento de nossas mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, um belo filme. Sou apaixonado pela atitude germânica em cinema e em música. Apreciei cada tomada, cada plano, sem me preocupar com detalhes do roteiro. Minha fascinação fez-me prescindir destes detalhes, e já estou esquecendo das soluções que Kieslowski inseriu para amarrar os acontecimentos. Eu quase esqueço de falar dos momentos "McGiver" de Fillippo. Na verdade eu esqueci; Tykwer e seu filme merecem que eu esqueça estes pequenos delitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-89635112?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/89635112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/89635112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#89635112' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-89557855</id><published>2003-02-22T14:50:00.000-03:00</published><updated>2003-02-22T15:06:10.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Os Chefes no X-Picanha&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma descrição do X-Picanha, em linha genéricas, seria "lugar de pegação universitária descarada". Trata-se de um bar pequeno, e que serve um chopp classificável. E tem ar condicionado, o que pode não parecer algo assim demais, mas que faz uma boa diferença depois de duas músicas dançáveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Chefes são a banda que mais garante público nos bares de Floripa há uns três anos; fazem uma mistura competente de pop rock sessentista, apesar das limitações vocais, apontadas habilmente pelo Fábio. A apresentação é muito divertida, com as canastrices típicas do estilo. O líder da banda apresenta o estilo mais tradicional, sendo extremamente simpático. Seus comparsas são:&lt;br /&gt;1. um guitarrista que parece o Urso do Cabelo Duro, com alguns trejeitos de Keith Richards;&lt;br /&gt;2. um baixista relativamente neutro, apesar do cabelo de abajur do século XIX;&lt;br /&gt;3. um baterista galã, encabulado como convém ao estilo.&lt;br /&gt;Apresentaram-se munidos de instrumentos acústicos, e mostraram seu som de forma profissional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O público assustou-me pelo número de pistoleiras, das quais, ainda por cima, boa parte era bonita. Minha camisa preta, devidamente achincalhada pelo Fábio e pelo Jonas, foi muito conveniente, e hoje de manhã fedia como se tivesse estado dentro de um defumador de peças bizarras de suíno. E devo ressaltar que ouvir uma música dos tribalistas, em versão boate, por uma vez, é um saco; por duas vezes, inaceitável. Agh!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo agradecer pelo convite da graciosa Débora, e também pela intervenção junto à banda para que esta detonasse uma versão de Neil Young, que eu já nem lembro direito, de seqüelado pela graspa que estou. E os tradicionais agradecimentos ao grupo Maracas, sempre pronto a animar todas as ocasiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-89557855?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/89557855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/89557855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#89557855' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-89490179</id><published>2003-02-21T08:08:00.000-03:00</published><updated>2003-02-21T08:08:58.950-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A carinha deste escriba, e mais a de alguns amigões deles, você pode conhecer &lt;a href="http://grad.ufsc.br/~fkr/maracas/15-02-2003b/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-89490179?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/89490179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/89490179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#89490179' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-89364179</id><published>2003-02-19T07:46:00.000-03:00</published><updated>2003-02-19T07:46:38.763-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.eugeniomussak.com.br/intro.html"&gt;Eugênio Mussak&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fui ao cinema ontem. A empresa onde trabalho arranjou uma palestra com o moço cujo nome está aí em cima, e lá fui eu. A Andréia que me perdoe por haver furado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encaminhei-me para o auditório da FIESC com aquela sensação chata que me acompanha quando tenho de assistir qualquer coisa que tenha seu nome associado à revista Você S.A., e eu não me decepcionei tanto. O ar condicionado do auditório, por exemplo, estava regulado para manter o nível de temperatura de sobrevivência de um yeti dos pontos mais remotos do Himalaia, e os apoios de mão, metálicos, apenas pioravam a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O auditório se enche, e observo que as pessoas que buscam ser bem sucedidas deixam a desejar no sentido estético mais imediato, se é que você me entende. A moça faz uma apresentação dos maravilhosos cursos da semana, depois um senhor faz umas gracinhas e elogios ao astro da noite, e enfim entra o cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eugênio Mussak é bem representado pela foto do convite; ele parece um Christopher Lee com a capacidade inacreditável de suspensão de sobrancelhas de Jack Nicholson. Ele fala muito bem. Muito mesmo. E sua expressão corporal é excelente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surpreendo-me que nossa sociedade insista tanto em criar monolitos, dado que a impermanência já tenha sido apontada como grande artífice do mundo desde os orientais mais remotos. Eugênio fala sobre mudança, tempo de mudanças, mas sempre foi tempo de mudança; talvez a sociedade ocidental não saiba disso, e tenha de ser lembrada constantemente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eugênio fala sobre a baixa auto estima de um fictício terceiro mundo, engendrado para nos deprimir e submeter. Ele aponta o caminho dos atos, imbuídos de certas virtudes, que acabam por influenciar outras pessoas, e mudar o mundo. Ele lembra que fomos educados para provas, e não para a vida. Ele nos fala dos tipos de líderes, e vejo nele o líder carismático; as pessoas vão se animar com suas palavras, mas precisarão de uma foto dele sobre a mesa do escritório, sob pena de esquecer tudo o que foi dito nos instantes em que saem do auditório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os gregos voltam no final da apresentação, com a proposição de Platão de que necessitamos do Belo, do Verdadeiro, do Bom e do Útil. Algumas meninas riem perto de mim, provavelmente imaginando quem serão os outros três pagodeiros de quem Platão falava, enquanto Eugênio mostra a nova ordem destes valores segundo este nosso mundo dominado pelos ianques: Útil, Belo, Bom e Verdadeiro, e nos exorta à mudança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria que apenas uma pessoa tivesse mudado dentro daquele auditório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-89364179?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/89364179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/89364179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#89364179' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-89242549</id><published>2003-02-17T12:25:00.000-03:00</published><updated>2003-02-17T12:25:10.860-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;D.H. Lawrence: "A Jovem Perdida"&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o primeiro livro de Lawrence que leio. Ele é conhecido pelo romance "O Amante de Lady Chaterley", que lhe granjeou fama e conflitos com a censura da época. Por ser minha primeira leitura dele, uma impressão ruim poderia ficar. A começar pelo título, não é exatamente o que chamaria de um romance clássico. Existem passagens espirituosas, boas construções de personagens, uma linha condutora, mas sinto que não posso chamá-lo de romance sem sentir algum desconforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história trata da trajetória de Alvina Houghton (pronuncia-se &lt;i&gt;huffon&lt;/i&gt;), notória solteirona de Woodhouse. O princípio concentra-se nas peripécias de seu pai, James, que culminam na ruína financeira de Manchester House, residência da protagonista. Aos poucos, surge a filha, e seu caráter se desenvolve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ponto talvez resida a grande força do livro. Lawrence parece ter avançado no entendimento da mulher. Sua personagem toma decisões estranhas, plausíveis dentro de sua lógica própria. O leitor sente-se visitando as idéias de uma mulher real, e isso não é esclarecedor, conforme alguém poderia imaginar; apenas confunde mais. O processo de pensamento de Alvina é mostrado em quadros que não encontram justificativa, mas apenas respondem aos impulsos externos. Sabemos que Alvina responde a impulsos reais, mas sua lógica é obscura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sentimentos que Alvina sente ao contato de seus pretendentes, ou ao contato das situações difíceis, emergem em atos que são familiares aos meus olhos. Consigo enxergar as predileções, as justificativas, os impulsos, mas não consigo compreendê-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, ler "A Jovem Perdida" é mais ou menos como aquela conversa com a namorada, em que ela falou sobre tudo nos mínimos detalhes embebidos em coerência, mas que você sente estar com peças faltando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-89242549?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/89242549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/89242549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#89242549' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-89111061</id><published>2003-02-14T18:04:00.000-03:00</published><updated>2003-02-19T07:25:49.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Uma Grande Garota&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mafalda, a maior criação do cartunista argentino &lt;a href="http://www.clubcultura.com/clubhumor/quino/espanol/"&gt;Quino&lt;/a&gt;, é a estrela do último livro que li. Trata-se de "Toda Mafalda", que saiu pela Martins Fontes em 1991, com reedição em 2001, um calhamaço de quatrocentas páginas contendo todas as tiras da série. Algumas ficaram de fora, mas são de uma fase em que a personagem ainda não havia se estabilizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando mais novo, sempre me atraíram as tiras de quadrinhos. Corria ao jornal procurar Garfield, Calvin &amp; Hobbes, Piratas do Tietê, Níquel Náusea, entre outros. Mafalda, talvez por ter sido criada antes das supracitadas, não aparecia nos jornais. Cheguei a vê-la em livros didáticos, em uma lanchonete na Hercílio Luz, em revistas... Mas eram poucas tiras, não conseguia uma visão da obra com aqueles pequenos trechos perdidos. Então comprei a compilação, um belo livrão, estilo enciclopédia do pequeno escoteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mafalda é uma filha da década de sessenta, e isso aparece claro em sua filosofia. Seus pais são um típico casal de pai assalariado e mãe dona de casa. Mafalda questiona-se o tempo todo. Conversa com seu globo terrestre, maquete que é do planeta que a preocupa tanto. A guerra fria em seu auge, com sua mão pesando sobre os regimes latino americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tem amigos. Filipe surge primeiro. Ele é feio, indeciso, às voltas com as aventuras de gibi e um amor platônico nas fases finais da tira. Em seguida, Susanita, a impagável candidata a esposa perfeita: fofoqueira, tagarela, egoísta e monodirecionada. Manolito carrega seu lado trágico de infância limitada pela necessidade de ajudar a tocar o mercado do pai; ele sonha com sua rede de supermercados, e rimos com as falcatruas que perpetra sobre seus clientes. Apesar da burrice nata, noticiada constantemente por Susanita, ele é esperto com o dinheiro e as formas de ganhá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme as tiras evoluem, Mafalda muda. Pouco, mas perceptivelmente. Suas preocupações não deixarão de ser alarmistas, mas ela cresce. Cresce tanto que surgem alguns personagens para resgatar certos aspectos da série que não cabem mais em Mafalda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miguelito é conhecido durante as férias na praia. Ele é aquele garoto sonhador, constantemente "fora da casinha". Suas idéias dão voltas e mais voltas, desconcertando todos à sua volta. A genética se mostra infalível nas tiras em que Miguelito fala de seu avô, que também possui um gosto especial por idéias alopradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Liberdade é filha de um casal &lt;i&gt;outsider&lt;/i&gt;, e sua revolta com a situação possui matizes diversos daqueles de Mafalda. Conta para isso também sua estatura, fornecedora de excelentes chistes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechando o elenco, surge o Guile, para desespero de Susanita, que não aceita que Mafalda possa ter um irmão antes dela. Guile marca a passagem de Mafalda para uma fase mais crescida; ele toma o papel de criança, deixando mais livres os outros personagens. Existem ainda alguns personagens secundários, mas eles não são muito importantes no universo dessa grande garota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mafalda trata das vidas de um grupo de pessoas, predominantemente crianças, na classe média de um país latino-americano. Existe o fantasma da bomba atômica, a crise econômica, as situações caseiras, as diferenças entre classes e entre ideais de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mafalda guarda um pouquinho de Calvin em seu formato editorial, mas quase todo o resto é diferente. Os intervalos oníricos são mínimos, os personagens formam uma galeria ampla, o conflito entre meninos e meninas é quase inexistente. Calvin vive uma realidade paralela, típica de educação super protegida ianque; Mafalda é exposta à pobreza e aos acontecimentos do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exposição maior ao mundo real custou a atemporalidade de Mafalda; muita coisa soa datada em suas páginas. A guerra tomou formas diferentes. A crise continua, se agravou, mas não é mais aquela, as críticas não são ingênuas como naquela época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gosto de Mafalda por Beatles também soa como um inserção forçada demais para a idade dela, embora não se saiba exatamente que idade ela tem. As abordagens políticas nem sempre são felizes, e prejudicam muitas vezes o aspecto de leveza que uma boa tira exige.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, esses são pequenos defeitos em uma obra repleta de momentos sublimes. Uma tira que não fica a dever nada aos grandes monstros do gênero, e que merece ser lida por todo apreciador de cultura &lt;i&gt;pop&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-89111061?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/89111061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/89111061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#89111061' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-88966196</id><published>2003-02-12T07:53:00.000-03:00</published><updated>2003-02-12T07:53:12.236-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Excerpto da iNTech&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;iNTech é uma revista sobre computação industrial que a empresa aqui assina. Ontem eu estava comendo meus biscoitos cheios de gordura hidrogenada, e lendo um artigo chamado "clean energy with strings attached" nessa revista. O artigo trata da possibilidade de extração de hidratos de metano do fundo do oceano, mantidos em baixas temperaturas e alta pressão, ou seja, mais uma forma de manter a hegemonia dos combustíveis fósseis. Não obstante a total ignorância das formas limpas de energia baseadas em hidrocarbonetos vegetais nas regiões próximas ao equador, o autor do artigo nos brinda com a seguinte pérola de um tal de Nick Langhorne, funcionário do Escritório de Pesquisa Naval dos ianques: &lt;i&gt;(...)There will always be nuclear energy, of course, but nuclear power comes with a lot emotional baggage. (...)&lt;/i&gt;. Cáspite! Vou mandar colocarem a "bagagem emocional" de toneladas de rejeito de plutônio na Casa Branca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, descobri que o consumo mundial de petróleo é três bilhões de galões por dia, sendo que quatro milhões são gastos apenas pela marinha americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei porque eu ainda me preocupo com esse mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-88966196?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88966196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88966196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88966196' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-88904651</id><published>2003-02-11T07:33:00.000-03:00</published><updated>2003-02-11T07:33:50.586-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E eu pensando que era o Robin Gibb o Bee Gee morto. Na verdade foi o Maurice quem partiu para a carreira subsolo. Em suma, ainda há o risco de ouvir "Juliet" pela voz de seu intérprete original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-88904651?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88904651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88904651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88904651' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-88904544</id><published>2003-02-11T07:28:00.000-03:00</published><updated>2003-02-11T11:31:16.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Madame Satã&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filme brasileiro, com certeza. Ouvindo a descrição das cenas, alguém poderia imaginar que estamos diante daquele cinema nacional que passava nos festivais da Bandeirantes, e que alguns assistiam para ver atrizes globais peladonas. Mas é tudo equivocado. Madame Satã é um filme poderoso, que prende o espectador do princípio ao fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história do famoso malandro carioca pode ter sido distorcida no filme, mas não é o caso. O filme sustenta-se pela força da interpretação de Lázaro Ramos, cujas falas empostadas ganham sentido conforme a ambigüidade da personagem se mostra. Seus coadjuvantes, mesmo os globais, inserem-se muito bem nas acertadas locações, sórdidas como convém aos cortiços da Lapa da década de 30. A montagem é muito boa, combinando com a fotografia escura. A câmera é intencionalmente deixada fora de foco, para então trazer a imagem quando a mesma já ganhou sentido pelos movimentos das silhuetas e pelo som, criando novos fatos que enriquecem a compreensão. Os cortes também ganha, com repetições rápidas de entradas em cena, e pequenas falhas intencionais, que soam erros em uma primeira análise, mas depois revelam-se como recursos do diretor. As cenas de luta ou as de sexo são muito bem conduzidas, mostrando uma concisão rara nas telas brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O saite oficial mora &lt;a href="http://www2.uol.com.br/madamesata/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante as cenas &lt;i&gt;calientes&lt;/i&gt; de João com Renatinho, o casal que sentava ao meu lado resolveu fazer uma performance ao vivo. Acho que nunca tinha visto isso no CIC, apenas no cinema do Gaião, lá em &lt;i&gt;Little Boats City&lt;/i&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-88904544?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88904544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88904544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88904544' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-88904064</id><published>2003-02-11T07:09:00.000-03:00</published><updated>2003-02-11T11:28:24.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;The Thornberrys&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu acho que conheço eles de algum desenho do Nickelodeon, mas não tenho certeza. O padrão é pós-ET, e os personagens mostram claramente seus defeitos humanos, tanto no visual quanto nos atos. A heroína usa aparelho ortodôntico, sua irmã é ranheta como apenas um adolescente poderia ser, seus pais vivem um relacionamento real, e por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enredo é simples, como convém a uma atração de largo espectro, mas isso não compromete a diversão, apesar dos lugares comuns que surgem pela tela. O intuito maior do desenho parece ser imbuir as crianças de algum senso de respeito à vida e aos animais, além de valores como a coragem e persistência em seus ideais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora possa parecer uma atração apenas para crianças, o filme guarda momentos pitorescos para os adultos. A passagem por Londres, com seus metrôs, seres estranhos e ônibus de dois andares, é muito inspirada, enquanto a seqüência em que o pai e a filha mais velha discutem o que é sarcasmo figura entre os momentos mais hilários que já tive em desenhos animados com diálogos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais sobre o filme &lt;a href="http://www.nick.com/all_nick/movies/wildthornberrys/index2.jhtml"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BTW, alguém lembra quando um(a) certo(a) governante de São Paulo resolveu trazer aqueles ônibus ingleses para desafogar o trânsito da metrópole? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-88904064?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88904064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88904064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88904064' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-88847867</id><published>2003-02-10T10:09:00.000-03:00</published><updated>2003-02-10T10:09:38.640-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Bar do Tião&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica no Monte Verde, perto da praça e do clube Flamengo, um pouco depois do Supermercado Florêncio, referência no fornecimento de víveres no norte da Ilha, segundo meu amigo George.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando chegamos, um povo da RBS filmando para algum daqueles especiais tronchos que eles fazem. Eles demoraram para ir embora, causando impaciência no povo que esperava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bar é pequeno, e deliciosamente amador. No palco, um senhor que me deu vergonha de ter encostado em um violão algum dia na minha vida. Devastador, tanto que nem precisava de cavaquinho para acompanhar. Os sambas se sucedendo, as vocalistas se revezando, calor fortíssimo dentro do bar cheio, todo mundo cantando. O clima de festão familiar, com os bêbados circulando alegremente, canções para se cantar de pulmão aberto, coisa linda. Tanto que minha garganta ainda está destroçada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradecimentos aos meus queridos George, Andréia e Gabriel, bons companheiros de festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-88847867?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88847867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88847867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88847867' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-88843895</id><published>2003-02-10T07:55:00.000-03:00</published><updated>2003-02-10T07:55:04.733-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Diálogos Bestas&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Toca um rock aí!&lt;br /&gt;- Tá. &lt;i&gt;escaping contamination is a difficult operation&lt;/i&gt; e por aí vai.&lt;br /&gt;- Essa música existe? De verdade?&lt;br /&gt;- Cara, essa música é do jeijeiséventitú, uma banda irlandesa!&lt;br /&gt;- ... (cara de quem não acredita).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; das aulas de música popular do meu vizinho, fui alertado que "Can't Stop Loving You" deve ser do Van Halen, e que o Ted Nugent não tem nada a ver com o Credence Clearwater Revival. Bom, o grau de relevância disso é mínimo, de modo que eu me recuso a fazer uma pesquisa procurando a verdade em qualquer dos dois casos; meu problema é bem mais imediato, até porque o ensaio de catequese da Universal passou para o domingo à tarde, e ameaça seguir noite adentro. Vade Retro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-88843895?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88843895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88843895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88843895' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-88763676</id><published>2003-02-08T15:32:00.000-03:00</published><updated>2003-02-08T15:33:43.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sábado é um dia especial. Minto, todos os dias são especiais. Domingo, por exemplo, inicia sua jornada com as vozes devastadoramente irritantes da escolinha do pessoal da Universal; um espetáculo glorioso, acompanhado pelos pássaros. Bem de longe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado, porém, é o dia das aulas de educação musical do meu vizinho adolescente. Ele possui um gosto musical peculiar, e gosta de ministrá-lo à patuléia das redondezas. O roteiro é bem parecido toda semana, mas pode-se notar uma sutil variação. Pelo que lembro, ele ministrava suas aulas baseado em um CD Lovy Metal me meados do ano passado. Daquela época ele mantém apenas "Can't Stop Loving You", que eu imagino ser do Def Leppard, e "Love Hurts", do Nazareth, aquela que a Cher regravou, e que dói no ouvido. Se o amor é daquele jeito, prefiro ficar apenas no platônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E hoje ele tem uma linha mais eclética. Ele se aprofundou na farofa, e coloca para rodar um Credence Clearwater Revival, com intensidade ímpar. Ele coloca também alguns &lt;i&gt;dance&lt;/i&gt; de FM, e suspeito que ele faça coreografias, pois ele sempre os repete, e posso ouvir passadas fortes no outro lado do muro. Conheci a canção do cachorrinho da Kelly Key graças a ele, e também uma versão &lt;i&gt;dance&lt;/i&gt; xexelenta de "Carla", daqueles clones do Jota Quest cujo nome eu não lembro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ele faz experiências horripilantes: ontem rolou "One", na versão do REM, e já testemunhei a execução, literalmente, de "Loosing My Religion". Diante de todo esse esforço, todo esse gasto de energia elétrica, o risco de queimar o som por conta dos altos volumes, eu me sinto obrigado a agradecer, em altos brados, por essa desapegada vontade de trazer cultura a nós, filisteus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje a aula durou pouco; logo o progenitor de nosso educador colocou um CD de &lt;i&gt;corno music&lt;/i&gt; alternativa, um troço que deve ainda estar em teste pela gravadora, dado o potencial letal das composições e das execuções, tenebrosas ao extremo. Acho que Bushinho deve estar só demorando para detonar o Saddamita por que espera testar esta arma genuinamente brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais um comentário: não sei porque eu detesto tanto Credence Clearwater Revival. Talvez porque o Ted Nugent tenha uma voz nojenta, que parece ter influenciado boa parte do farofeiros de oitenta em diante. Talvez o teor roquenroulesco das canções, que me dá fortes enjôos. Sem conclusões sobre as causas, só posso garantir que é um som de fim de festa, grudento e xexelento, que me faz pensar em cerveja velha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deve ser algum trauma de infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-88763676?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88763676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88763676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88763676' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-88682625</id><published>2003-02-06T23:46:00.000-03:00</published><updated>2003-02-06T23:46:20.040-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Fábio, o músico frustrado continua me impedindo de publicar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Tanya Donnely: beautysleep&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de começar, vou entregar um segredo: sou apaixonado pela Tanya Donnely. Acompanho-a desde o primeiro disco do Belly, e persigo seus lançamentos em carreira solo. A pequenina Tanya, com seu jeito de moleca e sua voz delicada e aguda. A poderosa Tanya, tirando belas canções de suas guitarras e violões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Belly lançou dois discos, e este é o segundo disco solo dela. Quando ocorreu a dissolução da banda, não houveram grandes mudanças. O núcleo da banda era Tanya e seu maridão Dean Fischer, que a acompanha como um acólito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os três primeiros discos tratavam das visões femininas sobre o mundo e sobre o amor, beautysleep foca no nascimento do pimpolho de Tanya. E ela canta "the night you saved my life", que contém versos como "one heart stops, another starts"; sua voz maternal soa durante todo o LP, que compila gravações de um longo período de tempo. Isso prejudica um pouco o senso de uma gravação fechada em si, mas a especialidade da menina sempre foram os belos pacotes de canções &lt;i&gt;pop&lt;/i&gt; assobiáveis em vez de álbuns conceituais. Mesmo assim, um conceito transpassa o álbum: enquanto Kristin Hersh fez "hips and makers" com base em sua luta com o goró e as disputas pela custódia de seu filho, Tanya Donnely escreve um álbum sobre a maternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O forte do álbum são as baladas, ainda mais delicadas e apaixonadas, mas existe espaço para experimentos. A faixa de abertura é um exemplo, onde o vocal de Tanya está irreconhecível. "moonbeam monkey" é fantasmagórica, com a participação do falecido Mark Sandman, aloprado baixista do Morphine. Também soa diferente da produção anterior "the shadow", faixa final, que é seguida de uma doce canção escondida, que surge após alguns segundos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pouco &lt;i&gt;rock&lt;/i&gt;: "wrap-around skirt" é assim, e "the shadow" poderia, mas apenas por seu caráter épico. As baladas, assim, são o filé. As melhores são "the storm", "darkside" e "so much song". Lembrando o som do antigo Belly, com as esquisitices vocais que Tanya vem economizando, aparecem "another moment" e "the wave", deliciosas, &lt;i&gt;pop&lt;/i&gt; em estado puro, perfeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma bela compilação de pérolas, comprovando a maestria de Tanya Donnely na composição e execução musical. Fiquei apenas um pouco desapontado com a composição gráfica do encarte, confusa e estranha, apesar da bela foto de Tanya na capa traseira. Ela é linda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-88682625?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88682625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88682625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88682625' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-88681339</id><published>2003-02-06T23:18:00.000-03:00</published><updated>2003-02-06T23:32:29.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;O Gosto dos Outros&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assisti este na casa da Bina. Um bom filme francês, uma daquelas comédias contidas. Em outras palavras, não espere tornear seu abdômem assistindo, pois as piadas são sutis, e, não raro, provocam mais reflexão do que gargalhadas. O humor age mais por sua veia involuntária, como no nome do guarda-costas, Frank Moreno, que, aliado à compleição de George Clooney gaulês do ator que o interpreta, causa hilariedade súbita e corrosiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O roteiro dá boas voltas, e explora pequenas situações com desenvoltura e um ótimo aproveitamento. Os fatos poderiam ser corriqueiros, mas suas conseqüências espalham-se silenciosamente pelas vidas das outras personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tecnicamente, deixa a desejar a tela de cinema comprimida para o formato de TV, que distorce muito as perspectivas e distribuições espaciais. As interpretações são muito boas, ao ponto de eu não conseguir imaginar um homem mais repulsivo do que o Monsieur Castela até meados do filme. Se bem que depois não melhora muito também. E isso é bom demais, assim como os típicos finais que deixam tudo pelo ar. As explicações que fiquem para os ianques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-88681339?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88681339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88681339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88681339' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-88681286</id><published>2003-02-06T23:17:00.000-03:00</published><updated>2003-02-06T23:17:33.003-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Ironias do Tempo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu estava revirando umas coisas minhas hoje, quando encontrei um recorte de revista enviado pelo meu amigo, atualmente canadense, André. Trata-se da crítica da "mudernosa" Bizz ao disco de estréia do quinteto fantástico de Oxford. Vinha assinada pelo Jean Yves de Neufville, acompanhada de uma carinha triste, o que imagino que indicava um disco decepcionante. Vou transcrever o texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Se você não é marinheiro de primeira viagem, já viu este filme centenas de vezes. Surge um grupo neo-qualquer-coisa formado por uns ex-desempregados ingleses, cabeludos e de aparência ambígua, liderados por um cantor/compositor de sexualidade indefinida - mais ou menos carismático - que atua cercado por uma parede de guitarras incapazes de articular mais de três notas. Fazem sucesso nos Estados Unidos, puxados por um clip que passa 94 vezes por dia na MTV, acabam vendendo mais de quinhentos mil discos e voltam triunfantes para a Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse quinteto de Oxford, seguiu essa trajetória, com uma diferença: não duas guitarras, mas três.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clip é da faixa "Creep" e eles dizem que o próximo disco será bem melhor. De resto, tanto faz ouvir isso, Gene Loves Jezebel, Blur, The Mission, Curve, Suede... Próximo! &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os exercícios de futurologia da Bizz sempre me deixaram apreensivo em relação à existência de uma ciência fenomenológica por trás de toda e qualquer predição. O escriba dessa resenha errou terrivelmente! Ele poderia ter sido ludibriado pela capa horrorosa, ou pelo caráter pouco trabalhado das belas canções do álbum, mas não tem deculpa: errou feio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as incongruências:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O Radiohead foi formado por universitários, e não por desempregados;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Os integrantes da banda não possuem "aparência ambígua", eles são apenas feios mesmo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Gene Loves Jezebel é um bom exemplo de banda de segunda categoria, mas isso não se aplica tão facilmente ao The Mission, e ambos são de outra linha temporal;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Curve é uma banda influente, apesar de não possuir grande impacto nas massas, o que foi alcançado por um imitador descarado: Garbage;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Do sucesso e importância de Blur e Suede eu nem preciso falar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que um jornalista não faz para chamar a atenção?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não sei qual é a edição dessa revista, mas consta que Pablo Honey foi lançado, versão brasileira, em CD, LP e K7. Será que alguém possui a edição em vinil ou fita magnética? Só por curiosidade...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-88681286?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88681286'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88681286'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88681286' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-88567094</id><published>2003-02-05T00:00:00.000-03:00</published><updated>2003-02-05T00:00:39.956-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Teia de Chocolate&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tradução literal seria "Obrigado pelo Chocolate", mas nossos adaptadores não gostaram muito da idéia, e deram esse título meio bregão. Minha hipótese é que eles não traduziram literalmente para evitar a perda da ambigüidade do título original. Em português, teriam de optar por "obrigado" ou "obrigada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais uma vez me pego assistindo a um filme de Isabelle Huppert ao lado de um embevecido Fábio. O filme, a grosso modo, é uma transcrição para o cinema francês de um típico dramalhão mexicano, com direito a todos os clichês, tais como troca de filhos, marido estéril, e a cereja do bolo, que é a megera vivida por Huppert. Não pude deixar de reparar na beleza da moça pianista, que encontrava paralelo apenas em sua mãe, que surge em apenas um &lt;i&gt;flashback&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A típica impassividade francesa surge quando o pianista decifra as maldades ao final da película, que reserva um belo plano final onde Huppert mostra sua soberba interpretação de mínimos recursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O propósito didático do filme se deu quando o braço direito de Mika na fábrica de chocolates utiliza a expressão "patatí patatá" com desenvoltura de clássico, carregando na entonação gaulesa. Sinto-me tão &lt;i&gt;cool&lt;/i&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-88567094?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88567094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88567094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88567094' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-88512548</id><published>2003-02-04T01:19:00.000-03:00</published><updated>2003-02-04T01:19:17.170-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Enquanto isso, no ICQ:&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...eu aprendi que posso ser admirado por minha força, mas só posso ser amado por minhas fraquezas...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-88512548?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88512548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88512548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88512548' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-88508891</id><published>2003-02-04T00:10:00.000-03:00</published><updated>2003-02-04T01:04:12.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Errata&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que não interessa a ninguém, mas preciso manter o rigor jornalístico que tem pautado este nobre informativo desde seus primórdios (&lt;i&gt;sic&lt;/i&gt;). Aliás, triste esse mundo em que uma pessoa precisa apontar quando está sendo irônica, mas deixemos de ocasos existenciais tardios. A razão da existência deste &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; é informar que eu estive na Cascanéia, e não na Cascata Carolina, conforme o &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; anterior. É claro que eu poderia ter editado apenas aquele &lt;i&gt;post&lt;/i&gt;, mas resolvi que a integridade deveria seguir ao menos um dos aspectos da minha existência. E eu também não poderia contar que estive na Cascata Carolina há três anos. Por conseguinte, poucas pessoas saberiam que eu fui na Rivage na mesma época, e eu poderia manter alguma esperança de parecer &lt;i&gt;cool&lt;/i&gt;. Mas eu não consigo evitar, a auto-depredação é uma especialidade minha. E "Cascanéia" é um pusta nome feio; lembra de uma garota que eu encontrei em um lugar constrangedor uns doze anos atrás; o nome dela terminava em "néia" ou "cléia". Apenas me lembro de pensar, no momento em que ela se apresentou: "Acho que posso abandonar qualquer chance de relacionamento com essa menina." Espero não ter de engolir essas palavras, e ressalto que "Andréias" são muito legais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-88508891?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88508891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88508891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88508891' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-88443639</id><published>2003-02-02T21:32:00.000-03:00</published><updated>2003-02-02T21:53:49.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Coisas para se fazer em Blumenau quando está quente&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Passe na frente do SUCATA DANCE, e imagine o &lt;i&gt;playlist&lt;/i&gt; e o público do local. O Fusca roxo na parede ajuda bastante no exercício, mas não deixe de analisar a arquitetura e as cercanias;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Vá à Cascata Carolina. Evite os tobogãs de tubo, que possuem emendas bem dolorosas e aceleram demais, podendo te levar a um impacto fulminante no fundo da psicina de chegada. Dê preferência àqueles no estilo escorregador, que permitem maior número de manobras. Libere seu lado farofeiro sem pudores. Aliás, pudor é de menos: tive um momento de &lt;i&gt;strip tease&lt;/i&gt; involuntário, que observei ser um costume entre os usuários desavisados dos efeitos da alta velocidade em indumentária de baixa resistência;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Descubra que queijos fedorentos não precisam ser assim tão fedorentos. Em outras palavras, um gorgonzola não precisa te sufocar ao sair de sua casinha, mas apenas ter cheiro de chulé de dançarina de cancã;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Suba um morro enorme, fugindo do calor do vale, e saboreie trutas que você mesmo pescou. Elas são bem interessantes assadas, apesar de você não poder se esquivar do fato que as assassinou um pouco antes. Bom, eu consigo viver com isso;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Libere o seu instinto de castor: construa represas de pedra no limpíssimo rio que acompanha a estrada. Relaxa, e dá novas perspectivas sobre a sua existência, e também sobre a impermanência de seus dedos, das pedras e das pequenas folhas que descem sobre as águas;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Agradecer a teus parentes legais por te levarem em tantos lugares divertidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-88443639?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88443639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88443639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88443639' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-88337918</id><published>2003-01-31T15:23:00.000-03:00</published><updated>2003-01-31T15:23:34.270-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u30398.shtml"&gt;Confirmada peça "4.48 Psychose" com Isabelle Huppert em SP&lt;/a&gt;. Deve custar uma baba, e uma consulta por hospedagem na casa de algum amigo paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-88337918?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88337918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88337918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#88337918' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-88337678</id><published>2003-01-31T15:18:00.000-03:00</published><updated>2003-01-31T15:29:41.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Várias Pequenas Bobagens&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem passeei pelo centro. Eu queria comprar umas bugigangas, mas estou tão fora de órbita que não consigo exercer meus pendores consumistas a contento. Imaginem que a Música Alternativa só abre à tarde, e que a Realcolor não recebeu novos filtros, e ainda colocam um filtro &lt;i&gt;close-up&lt;/i&gt; a sessenta e um pilas, declarados com sobrenatural naturalidade pela moça do balcão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda ontem as lendas estavam ausentes do centro. Havia aquela estátua branca nas escadarias, mas nem os pombos se dignavam a dar-lhe atenção. Havia os mendigos de sempre, mas, perdão pelo politicamente incorreto, eles não acrescentam arte às fachadas da cidade. Até as moças índias estavam desfalcadas de seus filhos, formando um quadro estranho de sua solidão silenciosa com seus bichinhos de madeira chamuscada. Eu sempre quis levar um daqueles para casa, mas não sei escolher. O Kerito não estava no beco da família do Fábio, e uma moça, já não tão moça, veio me oferecer seus cursos de informática. Eu estava saudoso, e a despachei com um sorriso em lugar do tradicional rosnado mal ajambrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sebo Império tinha alguns exemplares interessantes, e levei Jabor, Borges e Linspector. A sessão pornô deles aumenta assustadoramente, e tive o espanto de deparar-me com uma fita de pornô gay amador, escopo garantido na capa da obra, onde figuravam dois homens de meia-idade, que pareciam estar se preparando para trocar uma lâmpada. Ah, o filme se dizia europeu. &lt;i&gt;cool&lt;/i&gt;. Em vários sentidos. Frase horrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprei um exemplar das tiras completas da Mafalda, que levei ao Bob's. Me empanturrei observando gulosamente uma menina linda, e filosofando sobre a tristeza de ser excêntrico, e não saber aplicar uma cantada eficiente em uma menina pós-adolescente de bolsa rosa da Company. Fico imaginando se não há um Bukowski me esperando na esquina da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E um CD da Nina Simone. Influência do Muse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nunca mais marco encontros. Descubro que as pessoas devem vir naturalmente, ou corro um risco muito grande de passar horas com pessoas incongruentes comigo. Eu sei que existem pessoas que não se interessam por artes plásticas, livros, teatro, música, cinema, lugares legais, mas eu não precisava ter exemplos tão candentes. São pessoas legais, e quero que elas continuem pensando em suas carreiras e em seu sucesso, mas eu não posso conversar muito com elas. Prefiro minha meia dúzia de amigos, para os quais posso ligar e enunciar minhas catarses, dos quais posso receber mensagens adoráveis e todo tipo de apoio em pontos de vista excêntricos e anti práticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-88337678?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88337678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88337678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#88337678' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-88249458</id><published>2003-01-30T01:41:00.000-03:00</published><updated>2003-01-30T01:43:37.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Por que não assisto televisão: razão 540&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distância do formato da telinha fez com que eu reavalie o potencial de bizarrice das chamadas de carnaval. Eu achava-as normais, mas mudei de opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher do Hans Donner já tinha dado no saco com a sua aparição anual nas telinhas, mas eles tinham de extrapolar. O que a pobre criança que habita aquele útero fez para merecer ser exposta daquela forma ridícula?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, quem é o responsável pelo visual dos &lt;i&gt;clips&lt;/i&gt; das escolas de samba? Cáspite! Uma coisa é ter mau gosto, que é algo que me atinge de forma sinistra. Outra coisa é extrapolar, novamente. Em que estúdio se gravou aquilo? Quem inventou aquela moldura cafona que cerca os sambistas? Quem edita aqueles vídeos? Alguém se responsabiliza criminalmente pelas coreografias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respeito e me agrada a cultura popular, mas essa coisa cafona para inglês ver é obscena e esteticamente um lixo. &lt;i&gt;shut down&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanta coisa bonita para mostrar nesse país, tanta coisa autêntica, tanta coisa nova, tanta coisa velha, e o lixo ainda é o que mais se mostra. Bem que o Mano Wladimir podia fazer alguma coisa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que a Helena Ranaldi passa longe da passarela!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-88249458?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88249458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88249458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#88249458' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-88248883</id><published>2003-01-30T01:29:00.000-03:00</published><updated>2003-01-30T01:29:57.590-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Por que não assisto televisão: razão 539&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornal matinal na Globo. Os apresentadores recebem, naquele lado informal e &lt;i&gt;fake&lt;/i&gt; do estúdio, uma alpinista brasileira. O pitoresco da mulher é que ela vai tentar subir o pico mais alto de cada um dos sete continentes. Ela não é exatamente um primor da comunicação e expressão, mas faz uns esforços comoventes, apesar da visível falta de interesse dos entrevistadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo é chato, até que a menina conta que faltam ainda os picos da Ásia e da Antártida, deixando claro que não havia estado em nenhum dos lugares. Neste momento, o cara de óculos, que faz aqueles comentários pedantes sobre política e economia, resolve que a entrevista precisa chegar a algum lugar (comum), e pergunta para a moça se ela já havia subido o Himalaia! &lt;i&gt;shut down&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aulas urgentes de Geografia para o menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-88248883?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88248883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88248883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#88248883' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-88193959</id><published>2003-01-29T00:25:00.000-03:00</published><updated>2003-01-29T00:32:56.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Como toda regra colocada tem como destino transformar-se em pó logo após ser enunciada, vou escrever uma resenha brega aqui mesmo. Não estou conseguindo acessar o outro &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;, confesso! Bom, ao assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;The Tragically Hip: Trouble at The Henhouse&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano era 2000, e eu estava fazendo a verificação mensal padronizada nas prateleiras da Música Alternativa, na Conselheiro Mafra. Para quem não é de Floripa, posso descrever como uma versão reduzida da Galeria do Rock em Sampa. Reduzida a uma loja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O hábito consiste em juntar uma pilha de CDs já conhecidos, mas que ainda não tenho, e CDs desconhecidos cuja capa ou créditos prometem. O cachorro sobre o fundo vermelho foi decisivo na minha decisão de levar para a pilha o CD dos canadenses. Mas Giftshop, com o ruído de fundo na introdução, suas estrofes lentas e refrão inspirado, lembrando de leve as alturas evocadas por Byrds e R.E.M., convenceu-me a dar uma chance aos meninos e seu som derivativo do &lt;i&gt;indie&lt;/i&gt; chorão oitentista, em um paralelo com a fase inicial do Live.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Springtime in Vienna ganha-me pela linha marcante do baixo, simples e eficiente. Ahead by a Century possui uma bela introdução ao violão, já se arranjando entre os outros instrumentos, remetendo à fase Document daquela banda. Aliás, aquela banda sempre surge, fantasmagoricamente, seja no instrumental, seja nas letras cheias de palavras incomuns, que eu creditei ao bizarro inglês das latitudes boreais. Mas tenho de ceder à teoria da conspiração &lt;i&gt;stipesca&lt;/i&gt;, sob pena de incongruência com minhas típicas palavras duras. Aliás, a influência é fortíssima em Don't Wake Daddy, que precede minha predileta do disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flamenco justifica esta resenha brega inteira; eu escrevo apenas por ela. Seus harmônicos iniciais infundem algo de Echo na estrutura típica de balada &lt;i&gt;folk&lt;/i&gt;, e seu andamento contido dão um ar de confissão de vergonha. A voz surge acanhada, emitindo "does it diminish your super-capacity of love" como se estas palavras esquisitas fizessem todo o sentido. Existem pessoas com essa super-capacidade de amar, e elas parecem tão diferentes e admiráveis. e os versos seguem em sua lógica própria oculta, passando por "does it exhibit your natural tendency of hate", e culminando em "maybe i'll go to new york, i'll drag you there, you said: no one drags me anywhere", como se estivéssemos assistindo a um personagem fracassado se arrastando na areia do deserto de um filme independente americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela passa, tão real e simples, que a chegada alta de 700ft. Ceiling, acelerada e novamente ref(v)erenciando as alturas, fica em segundo plano. Os acordes anteriores continuam soando. O restante do disco gira sobre esse eixo, embora Apartment Song possa me acordar com "she's the horrible esthete and she hates her ugly face", e existam paisagens interessantes em outras canções, mostrando influências de Midnight Oil em Coconut Cream, por exemplo. São belas canções, mas não posso dizer muito sobre elas, a menos que eu mude a forma de ouvir este disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa, eu devo ser horrível em dar referências. O &lt;a href="http://www.allmusic.com"&gt;allmusic&lt;/a&gt; diz que eles são influenciados por U2, Creedence Clearwater Revival e The Rolling Stones. Talvez eu deva ouvir outros discos dos caras antes de falar bobagens... tarde demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu devo correções ao Fábio: a banda foi formada em 1983, e lançou seu primeiro LP em 1989. Isso não os faz blibicamente oitentistas, mas tecnicamente eu devo "dar o braço a torcer".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-88193959?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88193959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88193959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#88193959' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-88067020</id><published>2003-01-26T20:52:00.000-03:00</published><updated>2003-01-26T20:52:45.833-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Minhas críticas destrutivas e infames mudaram de endereço. Estou dividindo um espaço de pseudocríticas com uns amigos, o &lt;a href="http://xiitas.vze.com"&gt;Músico Frustrado Procura...&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-88067020?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88067020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/88067020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#88067020' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-87951344</id><published>2003-01-24T08:35:00.000-03:00</published><updated>2003-01-24T08:40:29.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Roubei esse da &lt;a href="http://epolaroids.blogspot.com"&gt;Gabee&lt;/a&gt;: &lt;a href="http://www.thisdayinmusic.com/"&gt;This Day in Music&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descubra o que aconteceu musicalmente no dia em que vc nasceu. O topo da parada inglesa no meu nascimento era Always Yours, by Gary Glitter. Tão brega quanto eu poderia ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-87951344?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87951344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87951344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87951344' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-87950757</id><published>2003-01-24T08:08:00.000-03:00</published><updated>2003-01-24T08:08:10.386-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Vou para Casa&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virei sócio do cinema do CIC. Durante os próximos meses, vou escrever muita bobagem sobre cinema. Minha primeira sessão foi com o filme de Manoel de Oliveira. A sinopse, como observou o Fábio, contava o filme inteiro, episódio a episódio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é bem válido separar o filme em episódios; eles estão bem claros no decorrer da trama, bem demarcados. Eles ocorrem, e nos seus interstícios o diretor inclui preenchimentos atmosféricos, que deveriam mostrar a vida complementar do ator que protagoniza a película. Mas não mostram; fica um tom de simples complemento, e o filme perde em organicidade. Não que os episódios sejam ruins: o assalto, a proposta do filme de ação, os leitores de Figaro e Le Monde no café, a montagem de Ulisses, todos os episódios são interessantes. O que falta é a noção de todo no filme, aquele todo que idealmente supera a soma das partes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As participações especiais também ferem o conceito do filme, conforme o Fábio novamente observou. O personagem principal se recusa a emprestar o prestígio de seu nome a um filme, mas Catherine Deneuve e John Malcovitch fazem participações especiais no filme de Manoel de Oliveira. Soa estranho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Catherine Deneuve, por sua vez, demonstra estar com sua veia interpretativa rígida. Os últimos papéis que a vi interpretar foram muito parecidos. Pode ser uma coincidência, pode ser um sinal para a aposentadoria. Se bem que o De Niro está fazendo o mesmo papel há vinte anos e ninguém reclama...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto interessante foi ver que a França não é aquela Brastemp que vendem por aqui. Muros pichados, assaltantes drogados, trânsito infernal. Não vou dizer que é igualzinho a São Paulo, mas ainda é uma metrópole louca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-87950757?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87950757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87950757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87950757' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-87776875</id><published>2003-01-21T08:08:00.000-03:00</published><updated>2003-01-21T12:41:25.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Pequenos Detalhes do Cotidiano&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o mau humor pega o leme da sua vida, pequenos detalhes pulam para fora das cenas do cotidiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou voltando para casa, podre de cansado, atravessando a &lt;i&gt;via crucis&lt;/i&gt; do Pirajubaé, quando um Ford Escort de meados da década de 90 surge em um cruzamento. O cara faz alguma manobras lamentáveis, mas não excepcionais, enquanto emito xingamentos amplificados por minha dor de cotovelo. O método de direção do cara é basicamente josefense, com alguns cacoetes de paranaense, notavelmente na execução de curvas de traçado anormal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de toda essa análise qualitativa, observo que o carro traz um adesivo na tampa do porta-malas, com os singelos dizeres "gil, eu te amo".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente, a Ironia comanda este planetinha azul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-87776875?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87776875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87776875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87776875' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-87776457</id><published>2003-01-21T07:48:00.000-03:00</published><updated>2003-01-22T07:40:39.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt;Diga a ela que você me viu&lt;br /&gt;Que eu parecia muito bem&lt;br /&gt;Apesar de tantas noites vazias&lt;br /&gt;Tantas madrugadas vendo tv&lt;br /&gt;Na verdade dias intermináveis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diga a ela que me viu num bar&lt;br /&gt;Que eu estava com uns amigos&lt;br /&gt;Apesar de eu conhecer quem me rodeia&lt;br /&gt;Tantos estranhos, tão perto&lt;br /&gt;Na verdade longe do principal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diga a ela que me viu sozinho&lt;br /&gt;Diga que ela sabe onde eu estou&lt;br /&gt;Diga a ela que me viu sozinho&lt;br /&gt;Na verdade ela sabe onde eu estou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diga a ela que me viu na rua&lt;br /&gt;Que eu caminhava muito devagar&lt;br /&gt;Que eu olhava para todos para enxergar&lt;br /&gt;Tantos espaços dentro de mim&lt;br /&gt;Na verdade ela sabe quem eu sou&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diga a ela que me viu sozinho&lt;br /&gt;Diga que ela sabe onde eu estou&lt;br /&gt;Diga a ela que me viu sozinho&lt;br /&gt;...onde eu estou&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;::Nenhum de Nós : Diga a Ela::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-87776457?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87776457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87776457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87776457' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-87659848</id><published>2003-01-18T22:38:00.000-03:00</published><updated>2003-01-18T22:38:42.673-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sábado bucólico em &lt;i&gt;Stone Heights&lt;/i&gt;. Nada acontece. Mas a noite está linda. A Lua brilha de forma majestosa,bem escudada por dezenas de estrelas, brilhosas como se recém saídas do estaleiro, da nebulosa mãe. A moldura é composta de diversas nuvens bem desenhadas, apropriadas à especulação de espíritos inquietos. Outras nuvens passam, cavalgando a ventania revolta que veio no meio da tarde. Estas últimas surgem como galeões alados, singrando o espaço das memórias infantis, insufladas por doses generosas de filmes de aventura nas Sessões da Tarde e Festival de Férias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro vagamente do potencial romântico da aparição deste astro esbranquiçado, mas há espaços vazios no painel de fotos. O telefone não tocou por uma semana. Ataca-me a consciência de que realmente existe apenas eu aqui e &lt;b&gt;ela&lt;/b&gt; lá, distante como alguma estrela escondida atrás da Lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Atendendo a tua desilusão&lt;br /&gt;Roubaram as cores do meu reino&lt;br /&gt;Roseiras murcharam no jardim&lt;br /&gt;As dores aumentam no meu peito&lt;br /&gt;Teus olhos são tão cruéis pra mim&lt;br /&gt;Povos esqueceram suas lendas&lt;br /&gt;Fendas se abriram pelo chão&lt;br /&gt;Flechas de fogo incendiaram tendas&lt;br /&gt;Atendendo a tua desilusão&lt;br /&gt;Monges abandonaram templos&lt;br /&gt;O vento não sabe aonde ir&lt;br /&gt;Pararam teus movimentos&lt;br /&gt;Teus pés, já não pisam mais aqui&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;::Finis Africae::Ask The Dust::&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-87659848?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87659848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87659848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87659848' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-87583810</id><published>2003-01-17T07:46:00.000-03:00</published><updated>2003-01-17T07:46:21.236-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;O Voto é Secreto&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu primeiro filme iraniano. Minha fiel escudeira Andréia me acompanhou nesta empreitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto eu caminhava pelo CIC, reparei que nos sapatos das mulheres de "Fale Com Ela", na cena em que elas tomam banho de Sol. Refleti também sobre a capacidade de um diretor renomado transformar a piada clássica do português enfermeiro em um filme de alto conteúdo emocional. Almodóvar foi capaz de tornar coerente uma salada com a fruta do Caetano!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao filme iraniano: as cenas são lentas e esparsas. A câmera está fixa em boa parte do tempo, lembrando um pouco a atuação teatral. A língua que os caras falam tem uma dinâmica totalmente diversa da encontrada nas línguas ocidentais, mas as inflexões que demonstram as diferentes emoções são assimiláveis. Por vezes, o filme soa como uma propaganda governamental em prol da cidadania, mas logo a cena trata de trazer à tona algum aspecto sutil do novelo onde nos enredaram nossas regras e nossos conceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratando-se de minha primeira experiência no caso, não consigo definir um padrão de qualidade, nem definir se esse é um filme iraniano típico. Independente desse aspecto estético que desconheço, eu gostei do filme. Ele permite que reflitamos sobre a condição humana, ao mesmo tempo em que contemplamos a diversidade e a vida no planeta, o que eu considero a experiência básica da sétima arte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-87583810?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87583810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87583810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87583810' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-87526253</id><published>2003-01-16T07:25:00.000-03:00</published><updated>2003-01-16T07:25:28.556-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Mundo Assustador&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante ser considerada, pela revista veja, a capital de melhor qualidade de vida no Brasil, Florianópolis guarda lugares lúgubres e assustadores. No sábado, eu passava inocente e tranquilamente pela Trajano, quando ouvi os acordes familiares de um &lt;i&gt;jingle&lt;/i&gt; pavoroso. Ainda tentei recuar, mas eu já havia penetrado nos domínios insidiosos de uma das piores criaturas da mitologia florianopolitana: o &lt;b&gt;Kerito&lt;/b&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele dançava, balançando sua gigantesca cabeça, e distribuía balas para os poucos, e temerários, transeuntes que se arriscavam passando daquele lado do calçadão. Esforçando por passar desapercebido, passei por entre as moças do Study Data, outros seres perigosos, mas que já desistiram de tentar me vender seus cursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive sorte; Kerito estava empolgado com o lançamento de seu segundo CD, "Viajando com Kerito", que parece estar tendo o mesmo destino de seu predecessor, "Festa do Kerito".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quem se interessar, o Kerito está retratado &lt;a href="http://www.koerich.com.br/brinque.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Não creio que existam fotos da criatura, mas desenhistas ousados fizerem retratos falados com base nos depoimentos de pessoas que venceram o medo, e resolveram confirmar a existência do Kerito, uma lenda urbana que teria encantado Franklin Cascaes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-87526253?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87526253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87526253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87526253' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-87468911</id><published>2003-01-15T07:41:00.000-03:00</published><updated>2003-01-15T07:41:02.356-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Mundo Estranho&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres da casa voltaram ontem, e isso tem uma conseqüência imediata: televisão ligada. Antigamente havia alguns horários de risco na programação, mas hoje ninguém mais está seguro. Os programas pérfidos surgem a qualquer hora. A novela das sete, e seus figurinos hilários. O visual &lt;i&gt;clean&lt;/i&gt; do casal do jornal e suas notícias anódinas. As incorreções históricas do folhetim das oito. Para colocar a cereja, a chegada de uma dúzia, ou número aproximado, de apalermados à mansão do novo realidade xou da rede globo; continuo achando que os tais anônimos são contratados, pois ninguém pode demonstrar tanta estupidez sem treinamento e ensaio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Irônico foi conversar com uma amiga ao telefone, e ela declarar que se sente mal por não conseguir participar dos rituais sociais típicos. Cáspite! A banalidade pode esperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;i wanna live, breath, i wanna be part of the human race&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-87468911?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87468911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87468911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87468911' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-87365799</id><published>2003-01-13T16:22:00.000-03:00</published><updated>2003-01-13T16:22:13.100-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Vinícius de Moraes&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soneto de Montevidéu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te rias de mim, que as minhas lágrimas&lt;br /&gt;São água para as flores que plantaste &lt;br /&gt;No meu ser infeliz, e isso lhe baste&lt;br /&gt;Para querer-te sempre mais e mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não te esqueças de mim, que desvendaste&lt;br /&gt;A calma ao meu olhar ermo de paz&lt;br /&gt;Nem te ausentes de mim quando se gaste&lt;br /&gt;Em ti esse carinho em que te esvais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me ocultes jamais teu rosto; dize-me &lt;br /&gt;Sempre esse manso adeus de quem aguarda&lt;br /&gt;Um novo manso adeus que nunca tarda &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Ao amante dulcíssimo que fiz-me &lt;br /&gt;À tua pura imagem, ó anjo da guarda&lt;br /&gt;Que não dás tempo a que a distância cisme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... este foi o único poema que &lt;b&gt;ela&lt;/b&gt; me mandou, e ele veste tantos significados que penso ser ele uma multidão de versos mutantes, acotovelando pela luz de um olhar de compreensão. E eu digo a &lt;b&gt;ela&lt;/b&gt;: Existe mágica. A poesia é mágica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-87365799?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87365799'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87365799'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87365799' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-87278365</id><published>2003-01-11T19:05:00.000-03:00</published><updated>2003-01-11T19:05:57.940-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Passei a tarde tornando algumas paredes do nosso lar mais brancas. Comecei ouvindo Nenhum de Nós, passei para Lenine, e depois Legião Urbana, passando por Tanya Donnely. E acabei no R.E.M. ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazia tempo que eu não voltava às aventuras de Stipe and Co., às voltas com o anti-belicismo, as memórias, o amigo invisível, o deboche, as cutucadas no exército ianque, o incentivo a ficar morando em alguma cidadezinha caipira, tudo no &lt;i&gt;debut&lt;/i&gt; com a Warner.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltei mais no tempo, ao disco onde o saudoso Bill Berry mostra as sobrancelhas na capa. E dá-lhe a bela história contada em Swan Swan H., e também o protesto em Cuyahoga, que mostra a impotência das pessoas ante a destruição de uma cultura inteira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;take your picture here, take a souvenir&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ela&lt;/b&gt; ligou. Falou de tanta coisa que eu fiquei perdido. Estou sereno. Aliás, pergunto-me pq ela não é apenas ela em vez de &lt;b&gt;ela&lt;/b&gt;, mas não quero pensar nisso agora. Prefiro que ela decida de uma vez por todas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;para que minha vida siga adiante&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-87278365?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87278365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87278365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87278365' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-87223197</id><published>2003-01-10T13:25:00.000-03:00</published><updated>2003-01-10T13:25:03.376-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Por muito tempo achei que a ausência é falta. &lt;br /&gt;E lastimava, ignorante, a falta. &lt;br /&gt;Hoje não a lastimo. &lt;br /&gt;Não há falta na ausência.&lt;br /&gt;A ausência é um estar em mim. &lt;br /&gt;E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, &lt;br /&gt;que rio e danço e invento exclamações alegres, &lt;br /&gt;porque a ausência, essa ausência assimilada, &lt;br /&gt;ninguém a rouba mais de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-87223197?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87223197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87223197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87223197' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-87214403</id><published>2003-01-10T09:11:00.000-03:00</published><updated>2003-01-10T09:12:18.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O som da banda alemã &lt;b&gt;Diary of Dreams&lt;/b&gt; é muito apropriado nos momentos em que um distanciamento intelectual se faz necessário diante de conjunturas confusas. A percussão pesada alia-se à eletrônica pesada em sinfonias &lt;i&gt;wagnerianas&lt;/i&gt;, enquanto uma outra face da produção se encontra sintonizada com as linhas modernas do som eletrônico. Seguem um trajeto semelhante ao do &lt;b&gt;Deine Lakaien&lt;/b&gt;, mas as letras de Adrian Hates carregam tons existencialistas, muitas vezes colhidos diretamente na fonte, enquanto seus conterrâneos preocupam-se mais com as interações humanas de escala universal. Musicalmente, o espectro também é semelhante, mas Hates não privilegia as formas mais eruditas do &lt;b&gt;Deine Lakaien&lt;/b&gt;, substituindo-as por uma obsessão fortíssima por John Carpenter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O álbum mais recente de Hates, &lt;b&gt;Freak Perfum&lt;/b&gt;, mostra a continuidade do seu trabalho, em maiores novidades. As canções estão menos longas, e existe alguma vontade de soar mais acessível. As baladas continuam com aquela sutileza paquidérmica dos germânicos, o que não as impede de serem belas, embora eu ache muito improvável conseguir dançar alguma delas em companhia do ser amado. A produção continua impecável, e gélida, o que sempre renova minhas esperanças de que existe um mundo independente saudável na indústria da canção. As letras continuam divagando sobre as dúvidas e os sentimentos desencadeados, conjurando visões épicas a partir de situações possivelmente cotidianas. Um bom disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-87214403?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87214403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87214403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87214403' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-87213142</id><published>2003-01-10T08:17:00.000-03:00</published><updated>2003-01-10T10:45:02.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt; a Terra sempre girou em volta do Sol &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um tempo em que eu ouvia muito o vinil, homonimamente intitulado, do &lt;b&gt;Finis Africae&lt;/b&gt;. Meu pai, poeta nas horas vagas, estranhou tal frase tão óbvia e banal, possivelmente ignorando que fosse uma metáfora. Talvez, se ele houvesse atendido a um telefonema no meio da noite, ontem, saberia que as mariposas, inevitavelmente, voam para as lâmpadas, mesmo com o alerta claro e mórbido dos corpos de suas colegas mortas ao pé do abajur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; você me fez cair outra vez na minha armadilha &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As letras incipientes do &lt;i&gt;pop&lt;/i&gt;, muitas vezes disfarçadas por um mal ajambrado e cacofônico arremedo de idioma bretão, teriam muito a ganhar pelo conhecimento das letras do quarteto brasiliense. Referências &lt;i&gt;cult&lt;/i&gt;, manifestos socialistas, crônicas do cotidiano, entreveros sentimentais, tudo isso estava no cardápio daqueles suingados fãs de Joy Division, que aqui criaram uma filial tropical, com cara própria, mantendo apenas o conceito central, sem os vícios de uma transcrição direta, copista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; pode ser que seja em vão, apenas outro labirinto &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada frase faz sentido, e encontra seu contexto no lapso de tempo impreciso de uma ligação telefônica. Orbitei o abajur por fora da tela, mas me pergunto se não seria melhor ter encontrado a lâmpada, afinal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS.: Talvez seja óbvio, mas ressalto que os trechos em itálico foram extraídos de canções do Finis Africae.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-87213142?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87213142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87213142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87213142' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-87212806</id><published>2003-01-10T08:03:00.000-03:00</published><updated>2003-01-10T08:18:31.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Da Série "Primeiras Audições"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegaram ontem minhas bolachinhas da Stela Campos, escoltadas pelo cavalheiresco Wado, que compareceu na forma de seu segundo disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloquei para rodar imediatamente o primeiro CD da menina, para desgosto do Rufus Wainwright, que teve de deixar o aparelho depois de uma bela turnê, onde ele recebeu elogios até de totais estranhos ao gênero que o menino representa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Céu de Brigadeiro&lt;/b&gt; surge pelos cones, na forma de uma vinheta. A produção mostra-se deficiente ao princípio, e essa sensação prossegue álbum adentro, tirando o brilho de boas idéias e belas canções. As letras são um pouco indulgentes, o que as impede de serem salvas sobre uma estrutura musical de violão &lt;i&gt;folk&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, o álbum é palatável, sem resquícios do elitismo que acomete as produções nacionais de música. E torna mais agradável ouvir o segundo álbum da menina, &lt;b&gt;Fim de Semana&lt;/b&gt;. O som surge mais firme, seguro. A instrumentação, mais sofisticada, traz acabamento aos temas urbanos, cantados na voz diferenciada de Stela. As letras, que Stela empresta ou faz em parceria com um menino cujo nome esqueci, ganham tons mais intimistas, e criam pequenas crônicas do cotidiano emprego - asfalto - casa - asfalto - emprego - &lt;i&gt;ad nauseum&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não ouvi este segundo álbum até o fim, mas arrisco uma extrapolação, e eu terceiro álbum fantástico. &lt;b&gt;Fim de Semana&lt;/b&gt; é bom, mas não é um ingresso ao mundo das referências do &lt;i&gt;pop&lt;/i&gt;, seja lá o que for isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do Wado eu falo depois. Mas adianto que eu gostei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-87212806?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87212806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87212806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87212806' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-87161661</id><published>2003-01-09T09:13:00.000-03:00</published><updated>2003-01-09T09:13:08.036-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Da série "Canções que Dizem Tudo":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Chairs on an island, candles in a room &lt;br /&gt;He showed her all the things that made a new day new &lt;br /&gt;She kept forgetting but he would help recall &lt;br /&gt;There's more to life than standing when the world wants you to fall &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So she needs him badly and now she thinks she's lost &lt;br /&gt;Without the strength he lent, the pillar and the cross &lt;br /&gt;Lies on an island, sleeps in a room &lt;br /&gt;There's no more need for standing when the world won't let you fall&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It's wilderness in here, a dune sea stretched for miles &lt;br /&gt;Can't you come home?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You made this too &lt;br /&gt;You made this for me alone.&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;::Dune Sea::Unbelievable Truth::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-87161661?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87161661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87161661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87161661' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-87161543</id><published>2003-01-09T09:08:00.000-03:00</published><updated>2003-01-09T09:11:33.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Da série "Canções que Dizem Tudo":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Who's to know &lt;br /&gt;You don't live here anymore &lt;br /&gt;Who's to know &lt;br /&gt;You don't live here anymore &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Your home is out there &lt;br /&gt;Somewhere &lt;br /&gt;Hope you find it &lt;br /&gt;Cause nobody is going to help you &lt;br /&gt;Hope you find it in time&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;::Who's to Know::Unbelievable Truth::&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-87161543?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87161543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87161543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87161543' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-87116643</id><published>2003-01-08T13:03:00.000-03:00</published><updated>2003-01-08T13:19:58.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Existem uns dias que ficam lá fora, depois das paredes da redoma. Os acontecimentos circulam, em suas órbitas peculiares, mas não atingem quem está aqui dentro. A menos que sejam observados detidamente. Senão, eles ficarão correndo, buscando chamar a atenção de qualquer alguém que esteja disponível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;tomorrow you could be reborn&lt;br /&gt;an explosional sensation&lt;br /&gt;is that what you want?&lt;br /&gt;sight and taste and sound&lt;br /&gt;burning up your new-born-baby self&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a moça na introdução de uma canção do Rufus Wainwright, que fala sobre quão tênue é a linha que separa o passado e o presente. Acho que é isso. Esses dias estranhos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;It's a strange day &lt;br /&gt;No colours or shapes &lt;br /&gt;No sound in my head &lt;br /&gt;I forget who I am &lt;br /&gt;When I'm with you &lt;br /&gt;There's no reason &lt;br /&gt;There's no sense &lt;br /&gt;I'm not supposed to feel &lt;br /&gt;I forget who I am &lt;br /&gt;I forget &lt;br /&gt;Fascist baby &lt;br /&gt;Utopia, utopia &lt;br /&gt;My dog needs new ears &lt;br /&gt;Make his eyes see forever &lt;br /&gt;Make him live like me &lt;br /&gt;Again and again &lt;br /&gt;I'm wired to the world &lt;br /&gt;That's how I know everything &lt;br /&gt;I'm super brain &lt;br /&gt;That's how they made me&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja o que for, não dói mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-87116643?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87116643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87116643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87116643' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-87114141</id><published>2003-01-08T12:03:00.000-03:00</published><updated>2003-01-08T12:03:32.853-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Fui almoçar de carona hoje, e acabei sendo exposto à freqüência modulada da Atlântida, onde tocava a canção "Little By Little", dos comentadíssimos Oasis. Nos anos oitenta, se alguém gravasse uma canção formulaica e tola como essa, seria rotulado como farofa ou AOR. Mas, como se trata de uma potência do &lt;i&gt;britpop&lt;/i&gt;, batemos palmas, e consideramos tudo uma incursão pelo &lt;i&gt;pop&lt;/i&gt; comercial. Santa Indulgência, Batman!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-87114141?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87114141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87114141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87114141' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-87108411</id><published>2003-01-08T09:00:00.000-03:00</published><updated>2003-01-08T09:00:12.423-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Da série "Canções Que Descrevem Capítulos da Minha Vida":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"I can imagine so many things&lt;br /&gt; her and I sometime in the spring&lt;br /&gt; ...something's happening&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; and I'm just trying to find&lt;br /&gt; what's on her mind"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duncan Sheik, "On Her Mind"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-87108411?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87108411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87108411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87108411' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-87058800</id><published>2003-01-07T10:43:00.000-03:00</published><updated>2003-01-07T11:59:29.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O &lt;i&gt;indie boy&lt;/i&gt; Jonas lembrou da existência d'Os Normais, que dariam alguma razão, além da fabulosa Helena Ranaldi, para que eu assistisse à rede do Roberto Morre-Não-Morre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cáspite. &lt;b&gt;Os Normais&lt;/b&gt; é um refugo mal cozido de &lt;b&gt;Seinfeld&lt;/b&gt; e outras &lt;i&gt;sitcoms&lt;/i&gt;. A BAND fez duas tentativas na área alguns anos atrás, e teve resultados levemente inspiradores de esperança. A Globo reativou &lt;b&gt;A Grande Família&lt;/b&gt;, que possui seus atrativos quando o roteirista está inspirado, e criou &lt;b&gt;Os Normais&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seriado de Luís Fernando Guimarães e Fernanda Torres, porém, decepciona. Os episódios possuem o esquema básico de colocar um casal convidado balançando a vida dos protagonistas, com ou sem influência na vida sexual deles. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexo, aliás, é o moto por trás de todos os roteiros. Influência da picardia tupiniquim, ou não, o sexo é supervalorizado como fuga para as dificuldades de se escrever uma &lt;i&gt;sitcom&lt;/i&gt; em português. E dá-lhe piadinhas constrangedoras e óbvias, em detrimento dos benefícios que um bom roteiristas poderia trazer ao programa. Neste ponto, a série assemelha-se aos comerciais de cerveja, e, aliás, qualquer comercial, pois eu vi até biscoito recheado sendo vendido com imagens de mulheres em roupas mínimas. Em suma: não tem idéias? Bota uma mulher em pose provocante, ou tasca alguma insinuação de sexo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande lance de &lt;b&gt;Os Normais&lt;/b&gt; foi ter ressucitado a música que serve de tema para o seriado. Caso a canção não tivesse retornado ao imaginário popular, correríamos o risco de não ver a versão sacadíssima que o PSTU usou em seu programa eleitoral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, &lt;b&gt;Os Normais&lt;/b&gt; é um fiasco tão grande quanto aquela propaganda na qual a belíssima modelo se lambuza de cerveja para chamar a atenção do, possivelmente afrescalhado e antilopesco, namorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jonas, &lt;i&gt;indie boy&lt;/i&gt; , não foi dessa vez. Eu ainda tenho saudades da TV Colosso, um oásis no meio da estupidez global, devidamente podada após um ano de funcionamento, e decapitada algum tempo depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-87058800?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87058800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87058800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87058800' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-87004705</id><published>2003-01-06T10:14:00.000-03:00</published><updated>2003-01-06T10:29:45.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A Rede Globo poderia ser culpada exclusivamente pelas fracas temporadas que o &lt;b&gt;Casseta e Planeta&lt;/b&gt; vêm apresentando nos últimos anos. Todavia, a acomodação dos rapazes a um modo de vida familiar parece ser o fator preponderante, tipo salário fixo, vida em condomínios fechados no subúrbio, mas são apenas suposições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que a variedade de quadros, que dava um ar de dinamismo ao programa, foi suplantada pela estratégia do maior foco em personagens fixos e de apelo imediato, facilitando a identificação pelo público, e fugindo da Síndrome de TV Pirata. Esta estratégia simplista facilita o encaixe de outros artistas da Globo, ou associados, que podem aparecer por lá enquanto estão na geladeira ou na entressafra de programas. E dá-lhe Seu Creisson, superexposto na telinha, e vendido em forma de livro e tudo mais que possa ser cobrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu medo, no caso específico do personagem violentador da gramática, é que o brasileiro passe da autoidentificação à idolatria, como sói ocorrer nesses casos. Mas, como quem tem medo é a Regina Duarte, vou tomar um leite e dormirei tranquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As notícias, que surgiam corroborando o mote "humorismo verdade e jornalismo mentira", foram diminuindo em número e ganhando em produção, adquirindo o gosto global pela purpurina, e perdendo aquele sarcástico ar de improviso que vinha desde os tempos do Planeta Diário e da Casseta Popular. Uma pena, agora que o formato de tablóide se mostra tão vivo, como pode ser comprovado no &lt;a href="http://www.terra.com.br/noticias/popular"&gt;Terra Pop News&lt;/a&gt; ou no &lt;a href="http://positivoeoperante.blogspot.com"&gt;Positivo e Operante&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lado bom é que sobrou apenas uma razão para eu assistir à Rede Globo, e eu acho que a Helena Ranaldi não vai ser linda para sempre, então...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-87004705?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87004705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/87004705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87004705' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-86891377</id><published>2003-01-03T17:57:00.000-03:00</published><updated>2003-01-03T17:57:36.536-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Aproveito o ano novo para conhecer pessoas com quem eu normalmente não conviveria. Posso encontrar dezenas de razões para não estar junto dessas pessoas, e isso não é importante, não preciso justificar-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acampei no ano novo. Durmo muito mal em barracas, e mantenho minha paixão inabalável pela minha deliciosa e fedorenta caminha, que acompanha meus roncos desde a tenra idade de seis anos. Gostaria de deixar claro que eu troquei de colchão algumas vezes neste período considerável, antes que me coloquem no grupo dos inimigos da higiene.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebi muito. Uma pessoa precisa beber muito no ano novo, para aturar tanta euforia, para tornar-se eufórico, e não lembrar que tudo continuará igual no dia primeiro de janeiro, exceto por sua cavalar ressaca. E isso pode ser muito pior se considerarmos acontecimentos desagradáveis no plano sentimental. Certas pessoas possuem uma saudável indiferença aos desígnios desastrosos do que eles chamam de destino, mas eu não consigo deixar de enxergar tanta coisa errada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, se estamos zerando o contador, nada melhor do que fazer coisas novas. Eu acredito, sinceramente, no potencial de todas as pessoas do mundo. Nenhuma pessoa pode deixar de ter algo bom para te ensinar. Afinal, foi observando um pescador conversar com um colega que eu desencanei de minha dor de cotovelo; o pescador disse ao colega "Homem, ninguém é insubstituível", e aquilo foi luminoso, novo, uma revelação. Soa idiota, até porque eu vivo dizendo isso, mas o que eu digo pode ser tão bobo; aquele pescador parecia estar falando para mim, diretamente, e isso faz toda a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi muito bom. Conhecer pessoas novas, adaptar-se a elas. Conversar sobre assuntos aparentemente banais. Descobrir pontos de vista ingênuos, porém certeiros. Descobrir pontos de vista sofisticados, porém vazios. Abraçar gente. Descobrir que todo mundo é legal. Caminhar pela praia de manhã, ajudando um amigo a analisar um problema sentimental dele. Passar por momentos inusitados. Ver pessoas legais encontrando e ficando com outras pessoas legais. Estar com pessoas muito legais. Estar com velhos amigos, que parecem nunca ter saído de perto de ti. Tocar violão, coisas novas. Pensar nas pessoas que eu amo, e que não me escrevem mais. Pensar em porque eu mesmo não escrevo para elas, e não chegar a nenhuma conclusão. Chegar em conclusões óbvias. Discutir assuntos bobos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradecer em pensamento a todos que fizeram possível um final de ano sereno e tia velha ao extremo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu fui uma tia velha. Chega de mau humor, pelo menos naquele dia. Chega de Tristeza, já morei demais nesta província. Tenho mais 364 dias para resmungar, e talvez a vida inteira, então não custa viver um dia diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se isso não for um instante de redenção, belisquem-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BTW, alguém conhece uma canção chamada "Redemption Song"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-86891377?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86891377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86891377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#86891377' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-86890458</id><published>2003-01-03T17:34:00.000-03:00</published><updated>2003-01-03T17:34:46.496-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>da série "haikais bastardos":&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Céus de cinzas&lt;br /&gt;Sirenes ao longe&lt;br /&gt;Algo acontece&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-86890458?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86890458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86890458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#86890458' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-86827033</id><published>2003-01-02T10:28:00.000-03:00</published><updated>2003-01-02T10:28:58.323-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A natureza dela é felina, sem trocadilhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela pode estar enlaçada em mim, para, no instante seguinte, caminhar diante de minha contemplação serena. Seu perfume esconde-se em sua pele, dissolvido em mistério. Seus olhos negros, tais quais esferas premonitórias, sabem aonde levam meus pensamentos. Seus beijos, delicados, sustentam minha surpresa, deixam vagas de imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela vai embora, envolta na quimera que a trouxe, e a seus passos leves de felino. Não consigo lembrar de pensar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-86827033?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86827033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86827033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#86827033' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-86824832</id><published>2003-01-02T08:47:00.000-03:00</published><updated>2003-01-02T09:28:05.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Como sempre, as canções podem contar cada pedacinho de nossas vidas, que beneficiam-se de serem cantadas. &lt;b&gt;The Smiths&lt;/b&gt; deve ser a banda com maiores citações, principalmente em momentos difíceis ou de desalento sentimental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De ontem, lembro-me de "Too Long", versão de &lt;b&gt;Andrew Bird&lt;/b&gt; para uma velha e deliciosa canção dos &lt;b&gt;Mississippi Sheiks&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; too long&lt;br /&gt;you were too long to come home&lt;br /&gt;now your daddy don't want you no more&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;you left me, sweet mamma&lt;br /&gt;for no good reason at all&lt;br /&gt;And now, there's another mule kicking in your same ol' stall &lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apropriada pacas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora estou esperando para cantar algo da &lt;b&gt;Sarah McLachlan&lt;/b&gt;, tipo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt; the life i left behind me&lt;br /&gt;is a cold room&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem melhor do que exasperar-se ao som de &lt;i&gt;two lovers entwined pass me by and heaven knows i am miserable now&lt;/i&gt;, dos supracitados mancunianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-86824832?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86824832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86824832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#86824832' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-86701303</id><published>2002-12-30T13:22:00.000-03:00</published><updated>2002-12-30T13:22:34.383-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Finda o ano, e eu vou ficar longe do brógui uns tempos. Vou afogar minhas mágoas na garrafa de Chandon que eu estou levando. Estarei na associação da OAB em Cachoeira do Bom Jesus, em um tratamento intensivo de esquecimento daquela que me deu um pé na bunda. Devo voltar novinho em folha, pronto para outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agradeço a todos que visitaram-me nestes meses, e espero que voltem no ano que vem. 2002 foi excelente, apesar do final um tanto tenebroso, e 2003 será tão bom quanto, apesar de que eu prefiro um pé na bunda só em 2004; um a cada dois anos está de bom tamanho, eu acho. Um abraço a todos os amigos; vocês sabem que eu amo todos vocês!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-86701303?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86701303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86701303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#86701303' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-86700564</id><published>2002-12-30T13:01:00.000-03:00</published><updated>2002-12-30T13:01:36.873-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Finis Africae&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que sua sombra&lt;br /&gt;Deixe marcas no caminho&lt;br /&gt;E o vestígio dos teus atos&lt;br /&gt;Devolva aos fatos o fascínio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-86700564?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86700564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86700564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#86700564' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-86658064</id><published>2002-12-29T10:38:00.000-03:00</published><updated>2002-12-29T10:44:55.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Talvez tu não saibas ainda, mas tu precisas ler &lt;b&gt;Cem Anos de Solidão&lt;/b&gt;, obra-prima de Gabriel Garcia Marquéz. E vai entender isso apenas quando estiver lendo este poderoso romance.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marquéz conta histórias como se estivesse diante de nós, em uma cadeira de balanço, entre pigarros e paradas de uma mente que cunha uma realidade híbrida de fantástico e banal, sem sobressaltos. Um anjo ascende, mutantes nascem, mortos surgem, e tudo é tão natural quanto uma visita em fim de tarde para o café.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Macondo surge como uma cidade tipicamente latina, quente, com aquela característica climática excludente: não existe meio termo, apenas lama ou apenas poeira. Os personagens da Família Buendía são absolutamente excêntricos, como se o rabo de porco, que tanto preocupa Úrsula, os acompanhasse desde a primeira geração. Os outros habitantes da cidade também se esmeram na anormalidade, embora o holofote esteja sempre voltado para os Buendía.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O romance tem gostos diversos em seu decorrer, e isso não implica em descontinuidade. As histórias se entrelaçam, formando um mosaico impressionante. E convergem para um final épico, arrepiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-86658064?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86658064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86658064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#86658064' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-86629970</id><published>2002-12-28T15:02:00.000-03:00</published><updated>2002-12-28T15:02:38.860-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Minha cara bisonha de dois anos atrás, com direito a um cabelo ridículo, assusta os transeuntes no brógui do meu amigo beto, sacadíssimo &lt;a href="http://highschoollover.weblogger.terra.com.br/"&gt;High School Lover&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-86629970?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86629970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86629970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#86629970' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-86607295</id><published>2002-12-27T22:21:00.000-03:00</published><updated>2002-12-27T22:21:13.073-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A prateleira de sete pilas de um sebo na Deodoro costuma trazer uma ou outra boa surpresa. Desta vez foi o disco da banda &lt;b&gt;Scheer&lt;/b&gt;, que agrega quatro rapazes capitaneados por Audrey Galagher. O disco, de estréia, dos irlandeses, começa com canções pesadas e empolgantes, que chegam a lembrar os momentos mais pesados dos conterrâneos &lt;b&gt;Cranberries&lt;/b&gt;. A quarta faixa é uma balada, e aí a referência é &lt;b&gt;The Sundays&lt;/b&gt;, e é onde começam a surgir os problemas. As canções são parecidas demais, e o instrumental parece se repetir. Apesar disso, o disco pode ser curtido sem maiores problemas: é bem gravado, e os meninos tocam com muita vontade e uma abandono de que só a juventude é capaz. E eu apostaria em bons discos no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, o nome do CD é &lt;b&gt;Infliction&lt;/b&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-86607295?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86607295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86607295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#86607295' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-86606988</id><published>2002-12-27T22:09:00.000-03:00</published><updated>2002-12-27T22:09:04.293-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O cara vai envelhecendo, até que chega em momentos críticos da existência. Como eu cheguei em um destes momentos críticos, não custa relembrar um acontecido do qual posso dar gargalhadas hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu pai resolveu visitar meu padrinho em Blumenau, na época em que vivíamos na bucólica &lt;i&gt;Little Boats City&lt;/i&gt;. Havia duas formas de se fazer isso. Uma delas era tocar até a BR101, e descer até a entrada em Itajaí. A outra forma era descer a serra por São Bento do Sul, e, como todo mundo deve estar imaginando, preferimos seguir por esta intrépida trilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fomos eu, meu pai e minha mãe, na poderosa Fiat Panorama, verde metálica, retirada da Concessionária Fuck (sem trocadilhos, os caras eram alemães) no ano de 1983. Tudo tranquilo até São Bento do Sul, quando ocorreu. Minha mãe abriu a porta do carro, e acabou arrastando-a na calçada, que era mais alta do que ela imaginava. Meu pai chamou a atenção dela, e depois seguimos viagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não lembro exatamente o ano em que estávamos, mas tenho quase certeza de que era 1985. Ou 1986. Acho que a década de oitenta foi realmente uma década bem nebulosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para resumir, a estrada ainda estava em etapa de pavimentação, e pavorosas pedras redondinhas se espalhavam por ela. Em uma das curvas, a Panorama resolveu apresentar seu número especial de malabarismo, que envolvia alguns mortais bem complexos. Como eu não queria deixar os holofotes apenas para o carro, resolvi sair pela janela de trás, abrindo um considerável rombo na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntando feridos e avariados, fui levado ao hospital em São Bento, onde um zeloso cirurgião aplicou-me dez (ou nove?) pontos na cabeça. Acredito que ele fosse um desses médicos moderninhos, pois insistiu em prover a trilha sonora para toda a cirurgia. O trecho mais marcante foi a interpretação de um clássico do Fábio Júnior, cujo título nunca soube. A letra, porém, eu levarei para o túmulo: "quando gira o mundo/ e alguém chega ao fundo/ de um ser humano/ há uma estrela solta/ pelo céu da boca/ se alguém diz/ te amo". Não obstante a componente explicitamente &lt;i&gt;gay&lt;/i&gt; de chegar ao fundo de um ser humano, a canção é uma representante fidedigna de uma certa poética do mau gosto, presente em outros clássicos do brega oitentista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pensar que eu lembrei disso tudo apenas por causa de uma visita a uma oficina de lataria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-86606988?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86606988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86606988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#86606988' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-86485428</id><published>2002-12-24T14:43:00.000-03:00</published><updated>2002-12-24T14:44:25.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.bradmehldau.com/mehldau/"&gt;Brad Mehldau&lt;/a&gt; acaricia seu piano na bela rendição a &lt;b&gt;Paranoid Android&lt;/b&gt; com toda a devoção que um mp3 e as caixinhas do micro permitem, auxiliado pelo grandioso coral da chuva que cai. Todavia, nem toda a potência desse espetáculo consegue vencer a cantilena desgraçada dos carros de som que passam na rua tocando chatíssimas canções de natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dias de chuva deveriam ser respeitados. Entendo que sirenes tenham de tocar, e acho justo que elas rasguem as vias de locomoção em sua busca pela salvação. Mas custa-me aceitar que as pessoas não tenham a sensibilidade de permitir que um belo dia de chuva seja aproveitado em sua plenitude, a qual reside certamente na quietude dessa constante cortina que as gotas tecem com o som de sua queda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano deve estar mesmo perdido para esquecer-se assim de sua origem. Uma mãe triste chora com a força de um planeta, e seus filhos nada percebem; continuam com sua algazarra, sua euforia que não conhece fim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-86485428?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86485428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86485428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#86485428' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-86474938</id><published>2002-12-24T07:39:00.000-03:00</published><updated>2002-12-24T09:23:10.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Em raros momentos de sanidade, eu me encontro pensando em porque nos importamos tanto com fato de sermos chutados em determinadas épocas. Tipo Natal, Ano Novo, Dia dos Namorados, Aniversário. Acho que existem hipérboles nesse assunto, inclusive: pessoas que odiaram ser chutadas nas vizinhanças do Dia da Árvore, por exemplo. Deve ser horrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Possivelmente, o problema não é o dia de ser chutado, e sim o "ser chutado" em si. Arranjar a data mais próxima para colocar como marco de uma dissolução imprevista é apenas um artifício inconsciente. Coisa que uma pessoa normal faz quando toma um pé daquela outra pessoa. Sim, aquela pessoa que te faz tremer as pernas, aquela que te faz esquecer que o Bush existe. Aquela pela qual você foi a lugares inacreditáveis para fazer coisas inacreditáveis apenas porque sabia que isso faria os olhos dela brilharem. Aquela que mora em teus desejos mais delicados e em teus sonhos mais depravados. &lt;b&gt;Aquela que não está mais aqui.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, qualquer dia é um bom dia para tomar um pé na bunda. Qualquer dia de festa é dia para colocar na vitrola a versão de Vitor Ramil para o poema de Alberto Caeiro, "Noite de São João". A saber:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Noite de S. João para além do muro do meu quintal. &lt;br /&gt;   Do lado de cá, eu sem noite de S. João. &lt;br /&gt;   Porque há S. João onde o festejam. &lt;br /&gt;   Para mim há uma sombra de luz de fogueiras na noite, &lt;br /&gt;   Um ruído de gargalhadas, os baques dos saltos. &lt;br /&gt;   E um grito casual de quem não sabe que eu existo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existem esses dias melhores ou piores. Existem os dias especiais, e eles estão anotados em calendários perdidos mundo afora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-86474938?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86474938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86474938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#86474938' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-86474699</id><published>2002-12-24T07:27:00.000-03:00</published><updated>2002-12-24T12:55:25.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sarah McLachlan possui a habilidade de construir belas canções de rádio, nas quais sua bela voz tem um papel essencial. Essa mesma voz mostra uma outra faceta, pairando e planando sobre as estruturas eletrônicas de &lt;b&gt;Remixed&lt;/b&gt;, lançado em 2001. Para quem já conhecia suas colaborações com os conterrâneos do &lt;b&gt;Delerium&lt;/b&gt;, soam familiares os sons conseguidos aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Silence&lt;/b&gt;, dos supracitados &lt;b&gt;Delerium&lt;/b&gt;, ganhou uma nova introdução, e um ar diferente, mais espaçoso. Certas versões privilegiam os ritmos dançantes, sem cair nas batidas mal produzidas sobre &lt;i&gt;hits&lt;/i&gt; que abundam nas freqüências moduladas por aí, e nos trazem delícias como os &lt;i&gt;mixes&lt;/i&gt; de &lt;b&gt;Fear&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Hold On&lt;/b&gt;. As baterias são bem programadas e poderosas, com as inserções de teclados expandindo o conceito da canção inicial, conduzindo a uma nova forma de ouvir a mesma canção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem momentos mais chapados, como &lt;b&gt;Black&lt;/b&gt; e &lt;b&gt;Angel&lt;/b&gt;, mais lentas, e eles retiram algum possível véu oportunista do LP. Penso que Sarah deveria gravar um disco inteiro de som eletrônico, estilo para o qual a sua fantástica voz, de falsetes sedutores à beira do canto lírico, parece ter sido cunhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque as FM não tocam esse som &lt;i&gt;pop&lt;/i&gt; de qualidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-86474699?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86474699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86474699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#86474699' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-86365619</id><published>2002-12-21T14:40:00.000-03:00</published><updated>2002-12-21T14:40:26.840-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>As canções dos LoserManos têm feito cada vez mais sentido para mim. Esse segundo disco estava carecendo de uma situação emocional condizente para ser degustado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-86365619?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86365619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86365619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#86365619' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-86365572</id><published>2002-12-21T14:39:00.000-03:00</published><updated>2002-12-21T14:46:30.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Vão me apedrejar, eu sei, mas tenho de declarar meu completo tédio durante a exibição de "Fale com Ela". Trata-se de um bom drama, os personagens possuem um trabalho regular de caracterização, e as situações se resolvem bem no decorrer do filme. em suma, um bom filme, caso não fosse regido pela batuta do incensado Pedro Almódovar. O espanhol deveria apresentar bem mais serviço pela sua fama no setor, e não um filme regular apenas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se não bastasse, Almódovar tem de arranjar um espaço para seus amigos na película. Resultados: Pina Bausch oferece uma apresentação profunda e chatíssima, pretexto para um choro forçado do jornalista apaixonado pela toureira. E isso se repete em uma cena na qual Caetano, nosso ápice de cultura, entoa uma canção bizarra com um nome absurdo e propenso a escandalizar velhinhas mais conservadoras. Com dois malas dessa magnitude, não é de se admirar que o jornalista, homem de alguma sensibilidade, derrame lágrimas ao assistir tamanha pretensão e tão gigantesco vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de não ser um especialista em cinema moderninho, eu considero os confetes a Pedro Almódovar excessivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o cinema do CIC, uau! As pessoas não deixaram seus telefones tocar, apesar do ambiente estar lotado. Acredito que as noites de estréia atraiam espectadores mais civilizados e interessados. Outro ponto interessante foi a engasgada da fita logo na apresentação do estúdio: barulho sinistro, seguido de acionamento da iluminação, para desespero do povo &lt;i&gt;cool&lt;/i&gt;, que chegou na beira do ataque de nervos diante da possibilidade de não conseguir ver o último esforço pelicular do diretor espanhol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-86365572?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86365572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86365572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#86365572' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-86365319</id><published>2002-12-21T14:31:00.000-03:00</published><updated>2002-12-21T14:43:15.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Pelo bem da sua saúde, mantenha-se a uma distância considerável de "Casamento Grego". Piadas batidas, estereótipos manjados, roteiro previsível são apenas algumas das moléstias que acometem esta, aparentemente inocente, comédia romântica. Já filmes péssimos, já vi filmes horríveis, mas não lembro de ter, alguma vez, tido vontade de sair da sala durante a projeção antes do final do filme. Exceto, talvez, quando éramos forçados a ver, pela quinta vez, os vídeos sobre robôs, por ocasião da falta de algum professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo confessar que eu e &lt;b&gt;ela&lt;/b&gt; éramos os únicos chatos naquela sessão; o resto do povo ria em uma quantidade média, e vi um cidadão que chorava copiosamente em uma das passagens mais tristes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-86365319?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86365319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86365319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#86365319' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-86134538</id><published>2002-12-16T20:15:00.000-03:00</published><updated>2002-12-16T20:15:33.480-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br /&gt;Água Quente sob uma Ponte Vermelha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor japonês Shohei Imamura criou uma bela fábula; o estranho fenômeno que ocorre com a heroína do filme, inicialmente algo paranormal e bizarro, logo se revela uma metáfora espertíssima, e nos conduz por uma singela história, amparada em uma fotografia muito bonita. A cultura nipônica é mostrada em vários painéis durante a exibição do filme, tornando-o uma experiência estranha quando nos atemos apenas à forma. E seria um desperdício, pois o conteúdo é encantador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ela&lt;/b&gt; comentou que a moça lembrava um pouco Amèlie Poulain, e eu concordei, silenciosamente, em muitos instantes. Isso é triste, agora noto. Assim como é triste lembrar dos últimos momentos, depois do inevitável ataque aos sushis em Pinheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais triste, porém, é o povo que, mesmo pertencendo ao mundo &lt;i&gt;cool&lt;/i&gt; do xópis da Frei Caneca, continua falando ao celular como se estivesse assistindo à sessão da tarde no lar doce lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-86134538?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86134538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86134538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#86134538' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-86134213</id><published>2002-12-16T20:08:00.000-03:00</published><updated>2002-12-16T20:08:10.176-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Cinco músicas que lembram-me dela, e fazem-me sorrir:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. "We'll Find Our Own Way", Gene&lt;br /&gt;2. "Home", Duncan Sheik&lt;br /&gt;3. "Commuter Love", The Divine Comedy&lt;br /&gt;4. "Dark Globe", Placebo&lt;br /&gt;5. "Teardrop", Massive Attack&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinco músicas que lembram-me dela, e fazem-me sofrer:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. "Angel", Unbelievable Truth&lt;br /&gt;2. "She Runs Away", Duncan Sheik&lt;br /&gt;3. "Lost Property", The Divine Comedy&lt;br /&gt;4. "Days Before You Came", Placebo&lt;br /&gt;5. "Solved", Unbelievable Truth&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-86134213?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86134213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86134213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#86134213' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-86026968</id><published>2002-12-15T09:05:00.000-03:00</published><updated>2002-12-16T20:23:13.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;A importância de ser Fiel&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante o caráter mórbido de meu humor ontem, fui assistir ao esforço do Grupo Tapa em montar a deliciosa peça da minha bichona irlandesa predileta. Foi no SESC Vila Mariana. A caracterização dos personagens estava muito boa, apesar da necessidade de bastante atenção para entender os diálogos rápidos; para quem conhece o texto, era fácil, mas os neófitos devem ter perdido oitenta por cento das ironias. Achei a Lady Bracknell de Natália Thimberg um pouco contida; a megera do texto chega às raias do caricatural com sua visão de mundo. A Cecília de Bárbara Paz ganhou um ar mais aloprado, o que era previsível, dado que a atriz não é conhecida por seu comportamento estritamente certinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a platéia, sempre um comentário: um ou outro celular fez se ouvir fugazmente, mas a gota d'água foi um casal, que resolveu levar seu bebê de colo, em mais uma daquelas idéias que até uma toupeira lobotomizada pressintiria dar em merda. Bingo! O pentelhinho abriu a sirene em, pelo menos, três momentos da peça, e a atuação dos pais, que deveria ser uma retirada estratégica do infante sonoro, reduziu-se por fim a um ineficaz abafamento das lamúrias do menino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-86026968?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86026968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/86026968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#86026968' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-85863199</id><published>2002-12-11T20:38:00.000-03:00</published><updated>2002-12-11T20:38:57.153-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;would you care for colors&lt;br /&gt;if you were blind?&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REF.:Diary of Dreams, Colorblind:.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-85863199?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/85863199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/85863199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85863199' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-85862283</id><published>2002-12-11T20:17:00.000-03:00</published><updated>2002-12-11T20:17:37.293-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-85862283?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/85862283'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/85862283'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85862283' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-85861673</id><published>2002-12-11T20:04:00.000-03:00</published><updated>2002-12-11T20:04:29.143-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suponha que um anjo de fogo&lt;br /&gt;Varresse a face da terra&lt;br /&gt;E os homens sacrificados&lt;br /&gt;Pedissem perdão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não peça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que faz um homem escrever algo assim? Estaria conectado à eternidade? Teria ouvido o sussurro de um anjo distante? Teria fome de sentido ao encontrar a gema perfeita, a flor que ilumina sonhos dementes no subconsciente de toda a humanidade? Conteria em suas letras a forma final, o gosto que a palavra original surtiu no primeiro declamador atônito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A melancolia rouba meus gestos; estou doente dessas sensações, agonizo quando teus olhos sobrevêm em meus sonhos, e tudo o mais que falo parece grávido desta mesma melancolia. Que a sanidade me descubra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-85861673?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/85861673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/85861673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85861673' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-85530905</id><published>2002-12-05T07:25:00.000-03:00</published><updated>2002-12-05T07:31:21.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Comédia da Inocência&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assisti acompanhado do Fábio, o audaz consumidor das derradeiras gotas de álcool, o que quase o atrasa para o cinema. E o pior é que não era ele o pinguço, e sim o veículo automotor dele. O CIC estava lotado de pequenas pestes de roupas coloridas, seguidas de perto pelas progenitoras (não necessariamente as respectivas); acho que havia algum evento especial para a faixa etária do "porquê?".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme apresenta um mergulho complicado em um tema que se revela trivial ao fim. As cenas são acompanhadas de uma trilha meio quebrada, desagradável por vezes, que dá ao espectador a impressão de que devemos ver nos acontecimentos algo mais do que eles realmente representam. O desfecho da trama, através das fitas de Camille, decepciona por ser muito simples e rápido, mas está em sintonia com o restante do filme. O Fábio estava comentando como, nos filmes franceses, as pessoas agem como se tudo fosse natural, e aceitam os acontecimentos mais bizarros com o ar de quem está em um café, comendo um &lt;i&gt;croissant&lt;/i&gt;. Desta forma, o desfecho é coerente com as atitudes &lt;i&gt;blasé&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atriz principal é soberba, embora eu nunca lembre dos nomes delas, mas eu gostei muito da moça que fazia a despirocadíssima Isabela; aquele visual Brian Molko estava muito legal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-85530905?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/85530905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/85530905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85530905' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-85427807</id><published>2002-12-03T10:59:00.000-03:00</published><updated>2002-12-03T17:22:20.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Feliz Aniversário, Tati!&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-85427807?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/85427807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/85427807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85427807' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-85427447</id><published>2002-12-03T10:45:00.000-03:00</published><updated>2002-12-03T10:45:02.153-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;img src="http://www.nekorevolution.net/test/hef.jpg" border="1"&gt;&lt;br&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.nekorevolution.net/test/t_bands.html" target="_blank"&gt;&lt;font size="-2"&gt;What obscure band are you?&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-85427447?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/85427447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/85427447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85427447' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-85379978</id><published>2002-12-02T12:38:00.000-03:00</published><updated>2002-12-02T12:39:45.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Como não se vive apenas de eruditos quitutes, arrastei o meu amigo Fábio para a inacreditável apresentação dos dinossauros do Gene Loves Jezebel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu conheço pouco dos caras, e possuo apenas um vinil e um CD, que são bem palatáveis, ensejando uma mistura de The Mission com The Cult, estando o último representado em sua fase mais farofa. O Fábio nunca tinha ouvido falar, e demonstrou uma audácia digna dos grandes exploradores do século XVI, sem medo de investir seu suado dinheirinho em um &lt;i&gt;goth rockers&lt;/i&gt; velhos e meio carecas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A banda de abertura ia ser uma tal de Makárius, que eu apelidei de "Prekárius", dada a incompatibilidade do som deles com o da atração principal. Bom, ia ser, por que eu vi os caras do Gene Loves Jezebel chegando, sem que nada se ouvisse antes deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso o Fábio ia contando uma história bizarra de um colega dele às voltas com a (A mesmo!) Mister X e sua cobra albina de estimação. Entramos no Fios e Formas, e recebemos, por conta de duas bagatelas de vinte pilas, ingressos numerados como 57 e 58. A banda já tinha começado a tocar, e o número de presentes não ia aumentar mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo era variado. Sobreviventes dos anos oitenta, barrigudos e carecas, vestindo camisas pólo dentro das calças, dividiam espaço com algumas figuras típicas da noite alternativa de Floripa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No palco, a banda mandou muito bem: a bateria estava devastadora, um &lt;i&gt;drive&lt;/i&gt; furioso, aliado ao par de guitarras entrosadas, e a um baixo regular, e vocais poderosos. Acho que uma apresentação do The Cult deve ter um efeito semelhante. O vocalista berra bem, apesar da idade e da dieta de Cocaína Hills. Os caras fizeram um &lt;i&gt;setlist&lt;/i&gt; bem legal, intercalando bem canções rápidas e baladas. Fiquei mais impressionado com as versões de "Jealous" e principalmente "Sweet Rain". Entre as canções, algumas gracinhas e comentários do vocalista, que parecia estar bem à vontade. O resto da banda era mais quieta, apesar das performances &lt;i&gt;guitar hero&lt;/i&gt; do guitarrista solo. Aliás, momento interessante foi quando o Michael Aston, vocal e guitarra, não conseguia afinar sua Telecaster, e o outro guitarrista trocou de guitarra com ele, de modo a afiná-la na pedaleira; sem embaraçar-se, Michael fez algumas piadas sobre o "&lt;i&gt;roadie&lt;/i&gt;" dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas no público conheciam, e bem, as canções dos caras, e foi legal. Eles estavam tocando para um público minúsculo, e estavam dando o sangue; ia ser muito chato se não houvesse uma resposta do público, apesar do profissionalismo da banda. Apesar disso, havia sempre alguém gritando e pedindo "Desire", sucesso dos caras nos anos oitenta. O cara foi atendido no bis, com uma versão longa e oportunista. A canção, que nem é lá muito boa, sofreu muito com a versão mais longa, e ficou bem abaixo das outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uns &lt;i&gt;insights&lt;/i&gt;: por que apenas o baixista ficava envolto naquele gelo seco todo, parecendo um integrante do Duran Duran? será que, daqui a quinze anos, veremos bandas da segunda divisão do &lt;i&gt;britpop&lt;/i&gt; tocando em domingos de chuva de Floripa? o dono do Fios e Formas não tem medo de deixar aquelas garçonetes decotadíssimas passeando pelo meio do povo? que bandas da segunda divisão inglesa virão: catherine wheel, idlewild, snow patrol, stereophonics, marion, unbelievable truth? que cor de camisa o Fábio vai estar usando? será que são os bateristas de fora que são destruidores, ou os nossos é que são tímidos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-85379978?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/85379978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/85379978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85379978' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-85378887</id><published>2002-12-02T12:11:00.000-03:00</published><updated>2002-12-02T12:11:51.416-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A Camerata Florianópolis fez uma belíssima apresentação na Catedral Metropolitana na chuvosa noite de Domingo passado. A acústica de lá é muito boa, e nem mesmo o fato de alguns ventiladores estarem ligados atrapalhou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As peças compostas por Edino Krieger são muito belas, e me deixam extremamente orgulhoso de ser compatriota de tal talento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa deixou-me incomodado: assim como em outras ocasiões, muitas pessoas vão a apresentações artísticas por obrigação social. Havia poucas pessoas nessa condição na apresentação da Camerata, mas não pude deixar de observá-las. Não são pessoas que estão curiosas para conhecer coisas novas, são pessoas que se sentem obrigadas a estar ali, e contam os minutos, mexem nos celulares, relêem o livretinho, toda espécie de distração enquanto um espetáculo sublime se passa diante deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-85378887?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/85378887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/85378887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85378887' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-85248119</id><published>2002-11-29T07:12:00.000-03:00</published><updated>2002-11-29T10:31:54.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Anotações para minha grandiosa "Compilação das Coisas que Detesto", a qual deve ser armazenada ao lado da Enciclopédia Labrador e do indefectível Novíssimo Dicionário de Vocábulos Estranhos, datado de 1976:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Motoristas de Carros Grandes&lt;/b&gt;: consideram a estrada uma demonstração do darwinismo mais rasteiro, da época do jurássico. Dividem-se em dois tipos: os que correm, e acabam atropelando todos os carros pequenos da estrada, e os que não andam, que acabam atrapalhando todos os carros pequenos na estrada. A sensação de superioridade cria monstros sobre as rodas, e eu só consigo lembrar daquele desenho do Pateta, onde o senhor pacato se transforma em um psicopata assim que assume o volante. Não obstante, as tais picapes e outros complexos de inferioridade ambulante são feios, muito feios;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fumantes&lt;/b&gt;: o brasileiro é um porco por definição, e a imensidão de embalagens estúpidas de nossos produtos apenas piora tudo. Os fumantes são uma versão hiperbólica do porco vulgar; eles expandem o conceito de sublimação de pequenas partículas de lixo, tão caro ao habitante do país-rascunho, e largam suas baganas, ainda acesas, em qualquer lugar, com aquela atitude &lt;i&gt;blasé&lt;/i&gt; que já foi legal um dia, mais ou menos na época em que James Dean era vivo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Mulheres que levam seus filhos à escola&lt;/b&gt;: a criança moderna possui programas de tevê, videojogos, saites, sanduíches de palhaços, todo um aparato milimetricamente projetado para garantir sua imbecilidade. Mas não é o suficiente: suas progenitoras têm de impedir qualquer contato de sua prole com o mundo real, onde é possível que as pobres crianças mimadas tenham de pensar, ou até mesmo, horror dos horrores, passar por alguma situação difícil, do tipo "ser abordada por um mendigo". Para evitar tal vilipêndio, essas diligentes mulheres, heróicas mães, sentam-se ao volante de carros dos modelos mais diversos, incluindo aqueles citados no primeiro item, e seguem para as escolas de cada um dos pimpolhos, demonstrando capacidade de direção equivalente à de um preá epiléptico em crise. Imagino o bando de pestes saltando sobre os bancos, digladiando-se por conta de algum boneco paraguaio, ou ouvindo KLB no fone de ouvido, e prestando atenção a cada barbeiragem daquela que os botou no mundo, afinal, de onde os motoristas atuais receberiam tanta informação ruim sobre como se portar atrás de um volante senão no seio da família? Por fim;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Painéis de Propaganda&lt;/b&gt;: eu odeio publicidade, mas hoje estou abordando apenas as violações visuais que são colocadas ao lado das estradas, ou na frente das lojas. No primeiro caso, distraem os motoristas; no segundo, acabam com qualquer tentativa de beleza da fachada dos prédios onde se alocam. Isso quando não são apenas feios, o que é um crime. As pessoas que criam coisas feias deveriam receber punição exemplar, a níveis muçulmanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-85248119?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/85248119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/85248119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#85248119' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-85211653</id><published>2002-11-28T12:05:00.000-03:00</published><updated>2002-11-28T12:05:31.490-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Realidade &lt;br&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://fraude.org/imagens/index.jpg"&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-85211653?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/85211653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/85211653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#85211653' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-85211403</id><published>2002-11-28T11:57:00.000-03:00</published><updated>2002-11-28T11:57:39.810-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Verão é aquela parte detestável do ano em que você acorda mais cansado do que quando foi dormir. Esse aspecto é claramente ampliado quando você volta do almoço, em um calor senegalesco, e o ar condicionado, fabricado na mesma época em que o John Travolta andava com a Olivia Newton-John, resolve sofrer uma transmutação, passando a operar apenas como um ventilador encaixado na parede. O calor leva à moleza, e daí a babar sobre o teclado é um pequeno passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-85211403?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/85211403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/85211403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#85211403' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-85057263</id><published>2002-11-25T12:32:00.000-03:00</published><updated>2002-11-25T12:34:54.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Postagem antiga: Quinze de Novembro de Dois Mil e Dois. Primeiro de um dospoucos feriadões desse ano. O Terminal Rita Maria está lotado, e as pessoas estacionam seus carros por toda parte; uma espécie rara de caos. As mesmas pessoas, fora de seus carros, amontoam-se no desembarque, e tudo parece-se demais com a Ilha da Fantasia. Não de todo estranho, uma vez que alegadamente moramos na Ilha da Magia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exercício interessante é ligar as pessoas a seus ônibus de origem: equivale a um tratado sociológico sobre a distribuição populacional em Santa Catarina, e no Brasil, parcialmente. Equívocos ocorrem, é claro: ninguém poderia prever que aquele japonês com cara de filho de plantador de batata-semente sairia de um ônibus de Santa Rosa, RS, e não de um prosaico coletivo proveniente do Planalto Norte de SC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exercício pode ser mais avançado: correlacionar as pessoas que estão esperando no desembarque com os ônibus de onde sairão as pessoas que eles esperam pode surpreender agradavelmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A duração da viagem causa efeitos diversos sobre as pessoas que vão chegando na "Ilha da Magia". Um passageiro proveniente, digamos, de São Paulo, desfilará pela passarela improvisada, tentando acordar enquanto busca rostos. Diversamente, o grupo de Paulo Lopes, fará uma fila, e avançará compactamente, sem titubear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que os ônibus não deveriam se atrasar tanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-85057263?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/85057263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/85057263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#85057263' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-84927173</id><published>2002-11-22T12:45:00.000-03:00</published><updated>2002-11-22T12:45:57.783-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu simplesmente não acredito que eu perdi o texto que eu escrevi sobre o disco do Goldfrapp.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-84927173?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/84927173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/84927173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84927173' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-84864391</id><published>2002-11-21T08:22:00.000-03:00</published><updated>2002-11-21T08:22:41.373-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Bolinhos de Bebês&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns anos atrás, todos os animais foram embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordamos uma manhã e eles simplesmente não estavam mais lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem mesmo nos deixaram um bilhete ou disseram adeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca conseguimos saber ao certo para onde foram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentimos sua falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns de nós pensaram que o mundo tinha se acabado, mas não tinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que não havia mais animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia gatos ou coelhos, cachorros ou baleias, não havia peixes nos mares, nem pássaros nos céus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estávamos sós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabíamos o que fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vagueamos por aí, perdidos por um tempo, e então alguém observou que, só porque não tínhamos mais animais, não havia motivo para mudar nossas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia razão para mudar nossa dieta ou parar de testar produtos que podem nos fazer mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal de contas, ainda havia os bebês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebês não falam. Mal podem se mexer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bebê não é uma criatura racional, pensante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fizemos bebês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os usamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns deles, comemos. Carne de bebê é tenra e suculenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esfolamos suas peles e nos enfeitamos com elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Couro de bebê é macio e confortável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns deles, usamos em testes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mantínhamos seus olhos abertos com fitas adesivas e pingávamos detergentes e shampoos neles, uma gota de cada vez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós os marcamos e os escaldamos. Nós os queimamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós os prendemos com braçadeiras e plantamos eletrodos em seus cérebros. Enxertamos, congelamos e irradiamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os bebês respiravam nossa fumaça e, na veias dos bebês, fluíam nossos remédios e drogas, até eles pararem de respirar ou até o sangue deles não correr mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era duro, é claro, mas necessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém podia negar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a partida dos animais, o que mais podíamos fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pessoas reclamaram, claro. Mas elas sempre fazem isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo voltou ao normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem, todos os bebês se foram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabemos para onde. Nem mesmo os vimos partir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabemos o que vamos fazer sem eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pensaremos em algo. Humanos são espertos. É o que nos faz superiores aos animais e aos bebês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos bolar alguma coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Neil Gaiman)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-84864391?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/84864391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/84864391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84864391' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-84827184</id><published>2002-11-20T15:57:00.000-03:00</published><updated>2002-11-20T17:30:09.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Recebo coisas bestas de vez em quando, e caio na bobagem de fazer uns testes. Este último é de compatibilidade de signos, &lt;a href="http://www.astroabby.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Tentei descobrir, através de métodos altamente científicos comprovados pelas centenas de colunas diárias de horóscopo, o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Cancer/Sagittarius: Sizzling sex and perplexing contradictions. You two couldn’t be more different, but your differences act like forces of nature. Saggie mustn’t step on Cancer’s emotions, and Cancer mustn’t be so defensive and fearful. In some ways, this is as distressing as an Edgar Allen Poe novel; but in other ways, it’s utterly magnificent. 2001 improves your joint finances. You both shine in different ways. Saggie brings new people, partnerships, and opportunities to the table, and Cancer continues to invest wisely and enhance mutual security."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é tão adorável que eu estou pensando em assinar alguma daquelas revistas de horóscopo. Principalmente na parte em que eles criam uma junção bizarra do escritor Edgar Alan Poe com o cineasta Woody Allen. Esse artista híbrido escreveria, com certeza, as tais "&lt;i&gt;distressing novels&lt;/i&gt;" de que o texto fala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-84827184?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/84827184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/84827184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84827184' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-84809815</id><published>2002-11-20T07:58:00.000-03:00</published><updated>2002-11-20T07:58:46.636-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;b&gt;Lua de Mel&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saída na manhã de domingo, andando pelas belas paisagens do litoral de Santa Catarina, até a entrada do trevo de Jaraguá, com uma parada obrigatória no Posto Sinuelo, para conhecer as psicodélicas ovelhas que lá habitam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegada em Corupá, para subir um baita morro, conhecendo catorze cachoeiras, que mais parecem um catálogo que o barbudo lá em cima deve ter usado para projetar os demais lugares. A vegetação rica da Mata Atlântica só faz maravilhar mais, e saber que ainda existe mais do que isso aumenta a vontade de voltar um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegar no gracioso &lt;a href="http://www.tureckgarten.com.br"&gt;chalé&lt;/a&gt; dissipa a canseira da trilha. Uma tempestade no meio da tarde mostra dragões, feitos de nuvens, em revoluções com o ar quente que sobe em correntes diante das montanhas ao fundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um par de dias guardado entre as dobras de duas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-84809815?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/84809815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/84809815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84809815' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-84760835</id><published>2002-11-19T10:27:00.000-03:00</published><updated>2002-11-19T12:57:31.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O protagonista de "A Vida é Cheia de Som e Fúria" realmente apareceu no episódio de "Os Normais" de sexta passada; não era uma alucinação minha. Uma secretária aqui do trampo disse a mesma coisa, e isso eleva o ocorrido à classe de alucinação coletiva, no mínimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-84760835?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/84760835'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/84760835'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84760835' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-84759349</id><published>2002-11-19T09:38:00.000-03:00</published><updated>2002-11-19T09:38:58.416-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;br /&gt;Se você quer milagres, não procure o Budismo. O supremo milagre para o Budismo é você lavar seu prato depois de comer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quer curar seu corpo físico, não procure o Budismo. O Budismo só cura os males de sua mente: ignorância, cólera e desejos desenfreados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quiser arranjar emprego ou melhorar sua situação financeira, não procure o Budismo. Você se decepcionará, pois ele vai lhe falar sobre desapego em relação aos bens materiais. Não confunda, porém, desapego com renúncia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quer poderes sobrenaturais, não procure o Budismo. Para o Budismo, o maior poder sobrenatural é o triunfo sobre o egoísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quer triunfar sobre seus inimigos, não procure o Budismo. Para o Budismo, o único triunfo que conta é o do homem sobre si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quer a vida eterna em um paraíso de delícias, não procure o Budismo, pois ele matará seu ego aqui e agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quer massagear seu ego com poder, fama, elogios e outras vantagens, não procure o Budismo. A casa de Buda não é a casa da inflação dos egos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quer a proteção divina, não procure o Budismo. Ele lhe ensinará que você só pode contar consigo mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quer um caminho para Deus, não procure o Budismo. Ele o lançará no vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quer alguém que perdoe suas falhas, deixando-o livre para errar de novo, não procure o Budismo, pois ele lhe ensinará a implacável Lei de Causa e Efeito e a necessidade de uma autocrítica consciente e profunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quer respostas cômodas e fáceis para suas indagações existenciais, não procure o Budismo. Ele aumentará suas dúvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quer uma crença cega, não procure o Budismo. Ele o ensinará a pensar com sua própria cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você é dos que acham que a verdade está nas escrituras, não procure o Budismo. Ele lhe dirá que o papel é muito útil para limpar o lixo acumulado no intelecto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quer saber a verdade sobre os discos voadores ou sobre a civilização de Atlântida, não procure o Budismo. Ele só revelará a verdade sobre você mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quer se comunicar com espíritos, não procure o Budismo. Ele só pode ensinar você a se comunicar com seu verdadeiro eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quer conhecer suas encarnações passadas, não procure o Budismo. Ele só pode lhe mostrar sua miséria presente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quer conhecer o futuro, não procure o Budismo. Ele só vai lhe mandar prestar atenção a seus pés, enquanto você anda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quer ouvir palavras bonitas, não procure o Budismo. Ele só tem o silêncio a lhe oferecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quer ser sério e austero, não procure o Budismo. Ele vai ensiná-lo a brincar e a se divertir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quer brincar e se divertir, não procure o Budismo. Ele o ensinará a ser sério e austero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quer viver, não procure o Budismo, pois ele o ensinará a morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se você quer morrer, não procure o Budismo, pois ele o ensinará a viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REF.:Desfazendo equívocos, Reverenda Yvonette Silva Gonçalves:.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-84759349?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/84759349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/84759349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84759349' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-84756184</id><published>2002-11-19T07:40:00.000-03:00</published><updated>2002-11-19T07:40:30.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"A característica da relação do adulto com o velho é a falta de reciprocidade que se pode traduzir numa tolerância sem o calor da sinceridade. Não se discute com o velho, não se confrontam opiniões com as dele, negando-lhe a oportunidade de desenvolver o que só se permite aos amigos: a alteridade, a contradição, o afrontamento e mesmo o conflito. Quantas relações humanas são pobres e banais porque deixamos que o outro se expresse de modo repetitivo e porque nos desviamos das áreas de atrito, dos pontos vitais, de tudo o que em nosso confronto pudesse causar o crescimento e a dor! Se a tolerância com os velhos é entendida assim, como uma abdicação do diálogo, melhor seria dar-lhe o nome de banimento ou discriminação."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ecléa Bosi, Memória e Sociedade - Lembranças dos Velhos. Foi questão do simulado da FUVEST.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu expandiria o escopo deste tratamento a um universo além daquele dos velhos; quantas vezes não evitamos os pontos nevrálgicos em conversas triviais. Pelo que me recordo, eu só discuto com as pessoas de quem gosto, ou seja, as pessoas que valem a pena. Para as outras, resta uma conversa frouxa, sobre o clima. Sou chato com todos que amo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-84756184?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/84756184'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/84756184'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84756184' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-84532136</id><published>2002-11-14T13:50:00.000-03:00</published><updated>2002-11-14T13:50:55.310-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Lembrei de um monte de gente quando vi os &lt;a href="http://svt.se/hogafflahage/hogafflaHage_site/Kor/hestekor.html"&gt;Pototós Cantores&lt;/a&gt;. Sinistro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-84532136?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/84532136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/84532136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84532136' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3450190.post-84521772</id><published>2002-11-14T09:19:00.000-03:00</published><updated>2002-11-14T12:17:32.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>depois do conceitualismo apresentado em "&lt;i&gt;phantom moon&lt;/i&gt;" (homenagem ao mestre drake?), fica um pouco de decepção em mim quando ouço as fáceis canções de "&lt;i&gt;daylight&lt;/i&gt;". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;começa pela foto da capa, onde ele troca a pose distraída tradicional por uma de galã de &lt;i&gt;sitcom&lt;/i&gt;, embora casual. e continua: o som compila os momentos mais acessíveis do primeiro e do segundo disco, e ele, como disse em uma entrevista, queria fazer um disco de &lt;i&gt;rock&lt;/i&gt;. talvez tenha conseguido: as canções trazem um quê de disco de &lt;i&gt;rock&lt;/i&gt;, mas apenas no formato. o lustro &lt;i&gt;pop&lt;/i&gt;, a limpidez da produção, o cuidado artesanal com os arranjos, todos conspiram contra a atitude &lt;i&gt;rock&lt;/i&gt;, e fica apenas a intenção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o primeiro &lt;i&gt;single&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;on a high&lt;/i&gt; é uma boa canção, apesar da repetição de "&lt;i&gt;on a high, on a high&lt;/i&gt;, fique me lembrando de "na moral", dos manos mineiros; isso não é bom, saiba. sou apaixonado por "&lt;i&gt;such reveries&lt;/i&gt;", calminha, lenta. as canções do final do álbum tb são boas, mais na linha budista dele, cheias de pquenos detalhes, exigem atenção, enfim. &lt;i&gt;magazines&lt;/i&gt; parece ter sido roubada do caderninho de sheryl crow.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;agora eu espero que ele volte a trabalhar em álbuns conceituais. eu adoro &lt;i&gt;pop&lt;/i&gt; baba tb, mas duncan sheik já mostrou que pode bem mais do que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... &lt;i&gt;she says "oh, darling, don't you know? the darkness comes and the darkness goes&lt;/i&gt; ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3450190-84521772?l=sinaesthesya.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/84521772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3450190/posts/default/84521772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sinaesthesya.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84521772' title=''/><author><name>Gilvan</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15953050259108384121</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
